Produtora de queijos artesanais de Ibiúna conquista prêmio nacional

Luzita Camargo, ex-comerciante da Baixada Santista, jamais imaginou que sua vida tomaria um rumo tão saboroso. Em 2010, ao adquirir uma propriedade em Ibiúna para lazer, a ideia de produzir queijos artesanais sequer passava por sua cabeça. A reviravolta aconteceu após a compra de uma vaca para consumo próprio de leite fresco.

Inspirada pela tradição familiar na região rural da Galícia, Espanha, Luzita solicitou a um tio a receita de um queijo típico. A experiência despertou uma paixão, levando-a a pesquisar, fazer cursos e visitar outras queijarias artesanais em busca de aprimoramento. O que era um hobby logo se transformou em um negócio.

Com a crescente demanda de amigos e vizinhos, o marido de Luzita investiu na compra de mais vacas. Em 2014, a necessidade de legalizar a produção se tornou evidente. O processo foi árduo, marcado por desafios com a legislação. Luzita se juntou à Associação Paulista do Queijo Artesanal, fundada por diversos produtores, e em 2020 conseguiu construir uma queijaria em conformidade com as normas legais, abrindo caminho para a participação em concursos e eventos.

A dedicação rendeu frutos. Luzita participou do Mundial do Queijo em Araxá e do Prêmio Brasil em Blumenau, conquistando medalhas. Em 2025, inscreveu seu queijo Montanha, inspirado na receita espanhola, no concurso nacional da CNA. Para sua surpresa, o queijo ficou entre os cinco melhores, alcançando o primeiro lugar.

A conquista impulsionou a visibilidade do produto e recompensou anos de dedicação. Luzita também destaca o apoio do Sebrae, que a orientou desde antes da inspeção, na parte fiscal e no desenvolvimento do turismo rural, com a abertura da propriedade para visitação e venda dos queijos. Hoje, a produtora celebra os prêmios e a transformação que os queijos trouxeram para sua família e para Ibiúna.

Da Folha de Curitiba