Além do tambaqui, a venda de outros peixes populares pode ser proibida no Brasil
O tambaqui passou a integrar a lista oficial de fauna ameaçada, por meio da Portaria 1.666 do Ministério do Meio Ambiente, acendendo o debate sobre a sustentabilidade da pesca no Brasil. O Governo fixou prazos para a elaboração de planos de recuperação populacional, sinalizando atenção a outras espécies nativas consumidas no país.
Dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade, gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, indicam que a pressão da pesca comercial, a alteração de cursos d’água por barragens e a degradação de habitats afetam estoques de peixes fundamentais para a economia e para a alimentação.
Caso novas restrições de captura entrem em vigor, o mercado consumidor pode registrar impactos nos preços e na disponibilidade de espécies tradicionais em diferentes regiões brasileiras.
Entre as espécies monitoradas pelo setor pesqueiro e pelos órgãos ambientais estão Surubim e Pintado, encontrados nas bacias do Paraná, São Francisco, Paraguay e Amazônica; Dourado, presente na bacia da Prata e no Pantanal; Piau e Piaçu, com ampla distribuição em bacias interiores; e Robalo, típico de manguezais e áreas estuarinas, com maior vulnerabilidade durante a reprodução.
Diante das restrições aplicadas à pesca em ambientes naturais, a piscicultura aparece como alternativa para manter o abastecimento. A criação de peixes em cativeiro, regulamentada, assegura produtos de origem controlada nos pontos de venda, reduzindo a dependência do extrativismo em rios e mares.
Do Itamaraju Notícias – Imagem: Meta AI
