Mais uma vez partido de esquerda quer mudar nome da Raposo Tavares
Por Sam Ávila – Repórter especial de política
Os deputados estaduais de São Paulo toda semana propõem projetos de leis e indicações que beiram o absurdo, e, na maioria, acabam passando batido e nem são votados no plenário, muitos acabam arquivados ou esquecidos.
Em 2020 o Jornal Cotia Agora publicou o projeto de lei de um deputado do PSOL que queria mudar os nomes de algumas rodovias do estado (LEIA) e, mais uma vez, o partido volta ao assunto com um PL querendo alterar o nome da Raposo Tavares. Lembrando que o PL de 2020 está parado e deve ser arquivado.
No PL de 2022, a rodovia, que sai de São Paulo, passa por Cotia e vai até a divisa do Paraná, teria o nome alterado para Rodovia dos Povos Originários. Na justificativa, o objetivo é retirar nomes de “escravocratas” e homenagear os povos originários do estado. Parte do PL abaixo:
“Por isso, refletir sobre o que são e quais são as memórias que reivindicamos nos nossos dias atuais é impacto de todo um processo violento decorrente da colonização e exploração dos povos negros e indígenas. Por mais que tenham sido esses que construíram nosso estado, são esses também que são violentamente assassinados ou propositalmente esquecidos para se consolidar o que chamamos de genocídio.
Muito se discute hoje a narrativa de “descobrimento” contra “dominação” do território brasileiro, o que na verdade não passa de mais um processo de apagamento da história e memória dos povos originários. Sempre se contou a história, tanto nas escolas, quanto nas imagens, monumentos e homenagens, do povo branco europeu colonizador que “desbravou” uma terra não civilizada, mas já se passou da hora de reinvindicar também essas imagens, monumentos e homenagens também aos que foram violentados no processo de genocídio.
Construir homenagens, como esta e outras do Manifesto SP é Solo Preto e Indígena, faz parte de um todo de ações de reparação histórica em favor desses povos. Atos assim demonstram não representatividade, mas também ajudam a construir um imaginário e horizonte de futuro para as pessoas que construíram e construirão o país. O pertencimento de agora ajuda um reflexo para o futuro”.
