Lei contra poluição sonora em Cotia não tem fiscalização

Por Rodrigo Seixas

Mais uma das leis que existem, mas que não há fiscalização por parte dos órgãos públicos é em relação à poluição sonora em Cotia. Há leis federais e estaduais e uma matéria do Jornal Cotia Agora em 2015 questionava a lei municipal 1.876, de autoria do vereador Luís Gustavo Napolitano, onde um especialista já adiantava que ela não teria validade.

Ao longo desses anos, publicamos matérias sobre o abuso de comércios, moradores e indústrias com excesso de barulho, tanto na região central como na periferia, Granja Viana e Caucaia.

Reclamações recorrentes de leitores do Jornal Cotia Agora são em relação a barulhos causados por bares e adegas que funcionam de madrugada. Outros dois fatores de irritação dos munícipes são os carros de som e as caixas acústicas colocadas na porta de lojas.

Carros de som, principalmente em época de inauguração de algum novo comércio passam com volume acima do permitido, atrapalhando o dia de quem precisa trabalhar. Aliás, na lei municipal, é proibido carro de som em Cotia.

As lojas com serviço de som atrapalham também comércios e prestadores de serviços vizinhos, como clínicas médicas e odontológicas. Até para atender telefone fica difícil, com caixa acústica no volume alto tocando música ou com as ofertas do dia.

Em 2015 a Prefeitura anunciou a compra de decibelímetros, recebidos pela Guarda Civil. Na época foi usado por algum tempo, depois não se ouviu mais falar dos aparelhos, que ao que parece, sumiram.

Estamos em 2022, o barulho continua a incomodar os cotianos, com bares, adegas, casas noturnas e carros de som com volumes no último. Entramos em contato com a Prefeitura de Cotia na semana passada para saber se há fiscalização, quem fiscaliza e quantas multas ou notificações foram feitas nos últimos meses. Até o momento desta publicação não tivemos respostas.