Bronzeamento artificial: Justiça mantém proibição de equipamentos. Em Cotia, não há fiscalização

A Justiça Federal manteve a validade de uma resolução publicada pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária que proíbe o uso de equipamentos de bronzeamento artificial para fins estéticos.

A decisão foi proferida na quinta-feira (25) e divulgada na segunda-feira (31) pela AGU – Advocacia-Geral da União, órgão que atuou no processo para defender a legalidade da norma, em vigor desde 2009. O caso foi julgado pela Seção Judiciária de Tubarão (SC). A juíza responsável pelo caso negou recurso de um empresário para derrubar a eficácia da resolução da Anvisa.

O empreendedor pretendia ser beneficiado por uma das inúmeras decisões coletivas que suspenderam a norma sanitária e autorizaram clínicas de estética a oferecerem serviços de bronzeamento.

De acordo com a magistrada Ana Lídia Monteiro, a liberação do bronzeamento artificial ocorreu apenas para as partes–empresas e pessoas físicas– de um processo coletivo que tramitou em São Paulo, não podendo ser aplicado em outra localidade, no caso, o município de Tubarão.

No caso de Cotia, como publicou o Jornal Cotia Agora em 2022, não há fiscalização e muitos centro de estética fazem o procedimento. Passado mais de sete meses da publicação, apuramos que a Prefeitura, que deveria fiscalizar, não cumpre a resolução da Anvisa.

Riscos
Na manifestação protocolada no processo, a AGU defendeu o poder da Anvisa para restringir serviços que possam causar riscos à saúde da população. Em 2009, a Resolução 56 da Anvisa proibiu o uso de equipamentos de bronzeamento artificial. Conforme a norma, não há como determinar nível seguro de exposição aos raios ultravioletas, que podem causar câncer de pele.

Da Agência Brasil com Cotia Agora