Nota de falecimento: Walter Parada Pires, o Waltinho, empresário e cidadão cotiano
Uma notícia que comoveu Cotia neste domingo. Faleceu, aos 58 anos, Walter Parada Francisco Pires, o Waltinho, empresário e morador antigo da cidade.
Waltinho é da família do antigo Coruja, restaurante e bar de Cotia que marcou nossa história. O Coruja teve seu início no Atalaia no final da década de 60, onde hoje há um posto de gasolina próximo da UPA 24h.
Seo Antônio, o popular Bigode, junto com a Dona Carmen, avós do Waltinho, se estabeleceram no bairro com uma churrascaria, restaurante e bar, que após alguns anos, migrou para o Km 33,1 da Raposo Tavares.
Lá, a família do Seo Bigode trabalhou no comércio, um dos principais de Cotia na época. Os filhos Caé, Edgar (Dêga) e Vera ajudavam o pai. Waltinho, fruto do casamento do saudoso Caé com a também saudosa Marli foi o primogênito e depois Alexandre (Xandão), Fabíola (Bila) e o caçula Cristiano, apelidado pelos amigos de Carniça.
Isso é um pouco da história, que ilustramos aqui, para apresentar a quem não conhece e a muita gente que sabe e conviveu e convive com a família.
Waltinho cresceu em meio aos negócios da família e, após o término do Coruja, abriu vários comércios, de diferentes gêneros, trabalhando com tomate seco, espetos de bambu, cavalos, animais, etc. Aliás, animais, principalmente os cavalos, foram sua paixão.
Nos últimos anos Waltinho reabriu o antigo espaço do Coruja, como espaço de eventos. Muita gente matou as saudades do local, que nos anos 80, comandado pelo seu tio Edgar, foi uma grande balada cotiana.
O tempo de volta aos eventos durou pouco tempo e Waltinho resolveu trabalhar com rações para animais. O comércio prosperou e ele estava feliz com o crescimento do espaço, com orgulho mostrava em suas redes sociais os materiais chegando, caminhões com milho e demais comidas para os bichos.
Há cerca de um mês, não se sentiu bem e procurou o médico. Entre um exame e outro, passou mal, foi internado, fez exames e logo começaria o tratamento, porém, neste domingo, teve mais uma crise, foi atendido na UPA, mas veio a falecer.
Um baque para todos nós, amigos e principalmente família. Ainda tinha muita vida pela frente, muitos bate papos com os amigos, muitos momentos com a namorada e com sua arara de estimação, que gostava de fazer vídeos com ela.
“Fala Bóza”. Assim ele me cumprimentava sempre que o encontrava. Amigo de infância da Vila São Francisco. Cliente de comprar sorvete e doces no armazém da minha família ali perto da casa dele. Gostava de brincar com meu avô NhoNhô e minha mãe Gija.
Waltinho é um grande amigo que nos deixa. Muito cedo. Tinha mais prosas e causos pra contar.

