Café tá caro? Em Cotia já tem pacote a R$ 30,00 e deve subir mais 40%
Marcas de café preveem um aumento nos preços que pode superar os 40% até meados de janeiro. A alta ocorre em um contexto de valorização do grão no mercado global. Grandes empresas, como Três Corações e JDE (Jacobs Douwe Egberts), responsável por marcas como Pilão, L’Or e Maratá, já informaram seus clientes sobre o aumento nos próximos meses.
Os fatores que contribuem para o aumento incluem condições climáticas adversas nos últimos meses e o encarecimento da matéria-prima. Além dos cafés torrados e moídos e dos grãos, outros produtos como cafés solúveis, cápsulas e cappuccinos também devem sofrer reajustes.
Aumento de preços do café
Um levantamento do grupo Unis, divulgado pelo G1, mostrou que o preço do café subiu 47,78% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A alta na demanda pelo café arábica e a crise climática estão entre os fatores que explicam o aumento. A redução da produção de café conilon nos países asiáticos contribuiu para o aumento da procura pelo arábica. “A indústria precisa repassar esse aumento para o preço final, e também há uma elevação significativa nos custos dos insumos. O consumidor sentirá esse impacto, que deve continuar nos próximos meses, pois o café está atingindo recordes de cotação internacional“, explica o economista da Unis, Pedro Portugal.
Em Cotia, o Jornal Cotia Agora foi aos mercados e a média de preços de cafés como Melitta, Pilão, Caboclo, 3 Corações e Brasileiro, variam entre R$ 24,00 e R$ 29,00. Há café tipo premium no valor de R$ 30,00. O café Jardim, assim como o Moka encontramos a R$ 18,00 em um hipermercado em promoção.
Há relatos de pessoas que estão diminuindo a quantidade de café no dia e até a troca de produto, substituindo pela cevada torrada, que em média custa R$ 14,00 o pacote de 500 gramas.
Recorde nas exportações
Por outro lado, as exportações brasileiras de café já atingiram o recorde anual de 46,399 milhões de sacas, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Isso representa um crescimento de 3,78% em relação a 2020, ano em que o volume de exportações foi o maior até então.
Apesar do bom desempenho nas exportações, o lucro para os produtores não tem acompanhado o aumento dos preços e a alta do dólar, que atingiu os níveis mais elevados dos últimos 40 anos. “Alguns produtores estão em boa situação, outros tentando equilibrar suas contas, enquanto alguns enfrentam grandes prejuízos. Para a próxima safra, a previsão é de uma queda de pelo menos 20%, podendo superar 30% devido à seca e altas temperaturas.


Fonte: NSC Total / Folha de São Paulo / G1 – Fotos: Beto Kodiak
