Ministério da Agricultura apreende 10,8 mil litros de azeite fraudado em Osasco

O Ministério da Agricultura e Pecuária apreendeu 10,8 mil litros de azeite fraudado em um centro de distribuição de supermercados em Osasco. A operação ocorreu na segunda-feira (24) após denúncia anônima registrada na Ouvidoria do órgão.

Em geral, os auditores fiscais agropecuários constataram que o lote 2024 do produto, rotulado como “azeite de oliva extravirgem”, continha mistura de óleos vegetais. Portanto, a fraude tornou o alimento impróprio para consumo humano.

Na sexta-feira (21), o Ministério já havia desclassificado a marca Azapa por irregularidades. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal conduziu a ação.

Responsabilidade e impactos da fraude
Os auditores apontam que a responsabilidade pela irregularidade recai sobre o importador, localizado em Osasco. A empresa possui uma rede de supermercados nos estados de SP e RS, onde o produto foi fiscalizado e coletado para análise.

“Trata-se de um produto fraudado por conter mistura de outros óleos vegetais”, afirmou o diretor do Dipov, Hugo Caruso. Segundo ele, a operação evitou riscos à saúde pública e prejuízos financeiros aos consumidores. Ele também destacou que a integração entre órgãos do Mapa em dois estados garantiu agilidade na fiscalização.

Medidas e penalidades

A empresa importadora terá direito à defesa. Caso a fraude seja confirmada, poderá sofrer multas e até interdição, conforme prevê a legislação.

O Ministério exige que as empresas destinem produtos adulterados a fins industriais, como a produção de biodiesel, ou os inutilizem sob supervisão ambiental. Além disso, o ministério também reforça que consumidores podem denunciar irregularidades na plataforma Fala BR, ajudando no combate a fraudes em produtos vegetais.

Do Agro em Campo