Embu das Artes: Feira de Artes e Artesanato completou 57 anos

A Feira de Artes e Artesanato de Embu das Artes completou 57 anos incessantes de atividade no dia 31/1, consolidada como um ponto de encontro de criatividade, entretenimento e resistência cultural na Grande SP. Público, artistas, artesãos, expositores em gastronomia e jardinagem, entre outros, nela se misturam em um ambiente descontraído e convidativo nos fins de semana.

Tudo começou em 1969, no entorno do atual Museu de Arte Sacra, espalhando-se por quatro quarteirões do Centro Histórico. Hoje, ela concentra cerca de 500 expositores e recebe a visita de milhares de pessoas, atraídos por artesanato, bijuterias, miniaturas, pinturas, esculturas, porcelanas, bordados, rendarias, instrumentos, roupas, objetos de decoração, cestaria etc.

Em 2021, a Feira passou a ser considerada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de São Paulo em Lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado.

Fatos históricos

– Igreja N. S. do Rosário (atual Museu de Arte Sacra) é erguida por padres jesuítas e indígenas no período colonial (1690-1740), fase em que também são produzidas obras e imagens religiosas

– Século 20: artistas como Cássio M´Boy, Tadakiyo Sakai e tantos outros ajudaram a consolidar a produção de obras de arte no território junto com o escultor Mestre Assis do Embu e o poeta Solano Trindade

– 1º Salão de Artes Plásticas de Embu, em 1964, reuniu trabalhos de diversos artistas renomados e a arte produzida em Embu das Artes passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente

– Artistas, artesãos e hippies chegaram ao município na década de 60, ampliando a atividade artística na cidade

– 1969: surge a Feira de Artes e Artesanato, articulada por Mestre Assis do Embu, que estimulou a vinda para a cidade dos expositores da então feira da Praça da República, em São Paulo

– Shows de Rita Lee, Novos Baianos, Jorge Mautner e Tom Zé ocorreram no entorno da Feira nos idos dos anos 70

– Presença internacional: cantor Mick Jagger, dos Rolling Stones, apareceu de surpresa no local em 1995

– José Agrippino de Paula (escritor, dramaturgo, cineasta e diretor) passou a residir na cidade nos anos 80 até a sua morte (2007). Ele foi autor do livro PanAmérica (1967), obra fundamental para o desenvolvimento do movimento Tropicália