Coluna do psicólogo Anderson Flávio Batista: Fobia social e os olhos inquisidores

A fobia social é caracterizada por uma dificuldade muito grande de interação social. Não é uma frescura, longe disso é um sofrimento enorme. A pessoa que sofre de ansiedade social não gostaria de sofrer tanto com essa situação.

Quem sofre de fobia social tem muito medo de que os olhos inquisidores estejam julgando seus comportamentos. Isso produz um sintoma comportamental clássico: medo de interagir ou de se expor com pessoas desconhecidas. Quanto aos sintomas físicos os mais comuns são: náuseas, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração comprometida e tensão muscular.

É importante que quando a pessoa perceba e identifique que a frequência e a intensidade só evoluem procure um (a) psicólogo (a). Existem formas eficazes de enfrentamento da fobia social. Não é nada pertinente ignorar o problema e achar que vai passar. O efeito pode ser o contrário disso, isto é, pode se potencializar e trazer sérios prejuízos a saúde mental do sujeito.

Olhos inquisidores tem a tendência de gerar um estado de tensão nas pessoas que tem a predisposição de ter fobia social. É importante considerar que julgadores de plantão tem em todo lugar. No trabalho, no seio da família, na sua comunidade de fé, na faculdade etc. É preciso pensar também que dar muito ibope para os olhos inquisidores só vai te atrapalhar. Nos ambientes também é possível encontrar pessoas que te olhem com serenidade, respeito e alegria. Foque nessas pessoas.

Pense nisso!

*Anderson Flávio Batista. Psicólogo (CRP 06/149648 SP), escreve como colaborador no Jornal Cotia Agora. Instagram: @andersonflaviopsi