Depois do fim dos orelhões, agora é a vez dos telefones fixos acabarem
A Vivo decidiu encerrar seus serviços de telefonia fixa neste final de ano, deixando os serviços apenas em fibra óptica e celular.
Até então, a empresa operava sua linha de telefonia fixa sob regime público de concessão, herdado do processo de privatização do Sistema Telebrás, ocorrido no fim dos anos 90, que garantia a universalização do serviço, metas para a continuidade do fornecimento e tarifas reguladas.
No final de 2025, com o encerramento dos serviços, a empresa passará a operar apenas sob regime privado de autorização.
O novo plano de investimentos da empresa inclui, agora, a implantação de redes de fibra óptica em 121 municípios brasileiros, com ampliação da oferta de banda larga e a manutenção do serviço de telefonia fixa até 2028 em localidades onde não existam alternativas competitivas.
A rede de telefonia fixa, que a empresa abandona este ano, esteve em declínio significativo nas últimas décadas e acompanha uma migração ampla para os serviços móveis de telefonia.
No final de outubro deste ano, o Brasil tinha cerca de 20,45 milhões de linhas de telefonia fixa ainda em serviço, cerca de 9,4 linhas a cada 100 habitantes, segundo a Teleco. Foi uma queda de mais de 2,5 milhões de linhas em 12 meses, enquanto, em 2024, o mercado brasileiro de telefonia fixa perdeu 3,2 milhões de linhas, a maior queda desde o início da retração, nos anos 2010.
Mais de 48% dos usuários já não consideram o serviço relevante e não possuem rede fixa. Os telefones convencionais fixos vem nos últimos anos ficando raros. Os orelhões, que por muitas décadas eram necessários para a população brasileira se comunicar, se tornaram raros e há poucos exemplares nas ruas, como mostrou o Jornal Cotia Agora em matéria especial em 2024.
Da Revista Fórum com Cotia Agora – Foto: Beto Kodiak
