Cotia e Taboão da Serra acompanham alta de 62,89% nas vendas de imóveis na região

Taboão da Serra e Cotia estão entre os municípios analisados pelo Crecisp que registraram, em julho, um cenário de forte recuperação nas vendas de imóveis residenciais usados na região de Osasco. O levantamento aponta alta de 62,89% nas negociações em relação a junho, enquanto as locações recuaram 17,37% no mesmo período.

A pesquisa abrange 15 municípios da Grande SP, entre eles Cotia, Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Os números mostram dois movimentos distintos no mercado imobiliário. Enquanto a compra de imóveis ganhou força depois de uma queda de 23,57% em junho, o setor de aluguel perdeu ritmo após uma alta de 2,58% registrada no mês anterior.

O levantamento reúne informações fornecidas por corretores e imobiliárias que atuam nas cidades pesquisadas. Os dados são regionais e, portanto, não permitem atribuir os percentuais exclusivamente a Taboão da Serra.

Apartamentos dominam as vendas

Os apartamentos responderam por 62% das vendas realizadas em julho, contra 38% de casas. Entre as unidades verticais negociadas, os imóveis de dois dormitórios foram disparados os mais procurados, representando 81,8% das vendas. Também chamou atenção o tamanho dos imóveis. Apartamentos de até 50 metros quadrados concentraram 63,6% das negociações, enquanto unidades entre 51 e 100 metros quadrados responderam por 27,3%.

O perfil indica uma procura concentrada em imóveis compactos e de médio porte, que costumam atender compradores em busca de praticidade, localização e preços mais compatíveis com o orçamento. Entre as casas, os imóveis de dois dormitórios também lideraram, com 50% das vendas. Casas de três dormitórios responderam por 25%, enquanto aquelas com quatro ou cinco dormitórios somaram os demais negócios.

Imóveis acima de R$ 500 mil têm participação relevante

A faixa de preço acima de R$ 501 mil concentrou 34,2% das vendas. Na sequência, apareceram imóveis entre R$ 251 mil e R$ 300 mil, com 23,7%. Também tiveram participação significativa as faixas entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, com 10,5%, e entre R$ 151 mil e R$ 200 mil, com 7,9%.

A distribuição mostra um mercado com diferentes perfis de compradores, desde consumidores interessados em imóveis mais acessíveis até negociações envolvendo propriedades de maior valor. A localização também apresentou distribuição relativamente equilibrada. As regiões central e nobre responderam, cada uma, por 32,5% das vendas, enquanto as demais áreas concentraram 35%.

Financiamento da Caixa lidera

O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi a principal modalidade individual de pagamento, responsável por 35,8% das compras. As negociações diretamente com o proprietário representaram 32,1%, enquanto as compras à vista ficaram em 27,2%. Outros bancos responderam por 4,9%. Não houve registro de compras por consórcio. Outro dado relevante foi a negociação do preço. Em 47,4% das vendas, o imóvel foi comercializado pelo mesmo valor anunciado. Em 23,7% dos casos houve desconto de até 5%, e em 28,9%, redução entre 6% e 10%.

Mercado de aluguel recua 17,37%

Se a compra ganhou força, o aluguel seguiu caminho oposto. As locações de imóveis residenciais usados caíram 17,37% em julho. As casas representaram 59% dos contratos, contra 41% de apartamentos. Entre as casas alugadas, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 43,3% dos contratos. Nos apartamentos, a preferência também ficou concentrada em unidades de dois dormitórios, que responderam por 52,9% das locações.

Em relação à metragem, os apartamentos entre 51 e 100 metros quadrados tiveram a maior participação, com 52,9% dos contratos. Entre as casas, imóveis de até 50 metros quadrados representaram 35,5% das locações, seguidos pelas unidades entre 51 e 100 metros quadrados, com 32,3%.

Inquilinos buscam aluguel mais barato

O levantamento mostra ainda uma mudança importante no comportamento de quem trocou de imóvel. Entre os contratos pesquisados, 60% das mudanças ocorreram para imóveis com aluguel mais barato. Outros 23,3% foram para propriedades mais caras, enquanto 16,7% dos entrevistados não informaram o motivo.

O dado reforça a influência do orçamento familiar na decisão de mudança e indica uma procura maior por redução dos custos mensais de moradia. A faixa entre R$ 2.001 e R$ 3.000 concentrou 38,1% dos contratos de locação. Aluguéis entre R$ 1.001 e R$ 1.500 representaram 21,4%, enquanto imóveis de até R$ 1.000 responderam por 19%.

Caução é principal garantia

O depósito caução foi a principal modalidade de garantia utilizada nos contratos, com 50,9% das locações.O seguro fiança respondeu por 14,5%, enquanto o título de capitalização ficou em 10,9%. Outras formas de garantia representaram 16,4% e o fiador, 7,3%.

Na distribuição por localização, as regiões central e nobre responderam, cada uma, por 26% dos contratos. As demais regiões concentraram 48% das locações. Outro indicador mostra que 68,8% dos imóveis foram alugados pelo mesmo preço anunciado. Em 22,9% dos contratos houve desconto de até 5%.

Cenário exige atenção de compradores, proprietários e inquilinos

Os dados de julho mostram um mercado regional dividido entre uma forte retomada das vendas e uma retração no segmento de locação.
Para quem pretende comprar, a variedade de preços e perfis de imóveis amplia as possibilidades, mas a análise de custos, localização, documentação e condições de financiamento continua sendo decisiva.

No aluguel, a procura por imóveis mais baratos e a concentração em unidades de dois dormitórios indicam maior sensibilidade dos consumidores ao valor mensal da moradia. Fatores como acesso ao transporte, proximidade de serviços, oferta de empregos, infraestrutura dos bairros e preço dos imóveis continuam influenciando as decisões de compra e locação.

Do Portal O Taboanense Foto: IA Gemini
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