Projeto de Lei quer obrigar atletas de futebol da base a frequentar escolas
Por Bruna Santana – Repórter
A carreira de jogador de futebol é curta, e muitos deles acabam não guardando dinheiro suficiente ou acabam perdendo o que conquistaram ao longo da trajetória e, quando param de jogar, muitas vezes passam dificuldades.
Sem uma profissão paralela ao futebol, fica difícil arrumar emprego depois da carreira encerrada, o que dificulta a sobrevivência dele e da família.
Boa parte dos atletas encerra os estudos antes do final do ensino médio para jogar bola. Pensando nisso, entre outras coisas, um Projeto de Lei foi colocado em pauta na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Bruno Ganem (Podemos), e quer obrigar os clubes de futebol de São Paulo a exigir e ajudar seus atletas das categorias de base até 18 anos a frequentar a escola, com exceção daqueles que já tenham concluído o ensino médio até essa idade.
Os clubes terão que monitorar a frequência dos atletas em até 75% das aulas no ano letivo, sob pena de descumprimento em pagar multa entre 200 e 500 Ufesp’s, podendo ser ampliada.
O deputado justifica o Projeto de Lei 330:
Cabe ao Poder Legislativo Estadual propor medidas que incentivem a permanência escolar por meio da exigência de comprovação de matrícula e frequência dos atletas com idade igual ou inferior a 18 anos que tenham vínculo contratual com clubes de futebol no Estado.
Ainda que o vínculo contratual com clubes de futebol seja muito positivo para o atleta, especialmente para impulsionar sua carreira no universo esportivo, é igualmente importante que este jovem conclua seus estudos e permaneça frequentando a escola até atingir a maioridade, ou pelo menos até completar o Ensino Médio.
A intensa dedicação à carreira no futebol pode levar o atleta a ficar sobrecarregado, restando pouca disponibilidade para comparecer na escola. Assim, existe um risco mais expressivo de evasão escolar para os jovens que se encontram nessa situação, o que pode ser muito prejudicial para o desenvolvimento educacional básico.
Deste modo, é fundamental que os clubes se responsabilizem e tenham o compromisso de criar as condições necessárias para que os atletas possam concluir o Ensino Médio, garantindo que não haja prejuízo à formação escolar enquanto as atividades esportivas são realizadas.
