Secretaria Estadual da Saúde alerta para aumento de casos de asma

A Secretaria de Estado da Saúde alerta para o aumento no número de atendimentos realizados em decorrência de asma na rede SUS em todo o estado. Em 2023, de janeiro a março, as internações causadas pela doença aumentaram em 50,7% e os atendimentos ambulatoriais, 20,3%. Em 2022 também houve aumento expressivo no número de procedimentos relacionados à asma em relação a 2021.

O inverno é um período de risco para quem tem asma, tanto pelas mudanças do tempo quanto pelo aumento das infecções virais. É importante usar os medicamentos da forma como os médicos orientam, além de se proteger: evitar contato com pessoas com gripes e resfriados, tomar as vacinas que previnem doenças respiratórias e evitar contato com o que pode desencadear uma crise.

De janeiro a março deste ano, foram registradas 4.416 internações e 15.910 atendimentos ambulatoriais no Estado, um crescimento expressivo em relação às 2.929 internações e 13.216 atendimentos realizados no mesmo período em 2022, números superiores aos registrados nos primeiros três meses dos últimos 5 anos. No primeiro trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período de 2021, já havia sido registrado um aumento de 90,8% nas internações (foram 1.452 em 2021) e 101,7% nos atendimentos ambulatoriais (6.926 em 2021).

O que é asma?

A asma é um processo inflamatório das vias respiratórias que causa o estreitamento dos brônquios, que são os canais por onde passa o ar nos pulmões. A doença causa tosse seca, chiado no peito, sensação de pressão nos pulmões, falta de ar e dificuldade para respirar. A pessoa afetada pela condição possui mais dificuldade para expelir o ar dos pulmões do que para inspirar, causando a sensação de sufocamento.

O agravamento da doença está ligado a crises alérgicas, contato com fumaça, gases químicos, produtos de limpeza com cheiro forte, perfumes, infecções virais, poluição, exposição ao tempo frio, pólen e a micro-organismos, como ácaros e fungos, que se proliferam em ambientes com muita poeira, quentes e úmidos. A causa, no entanto, é desconhecida e, segundo especialistas, envolve fatores genéticos e ambientais.

Os sintomas, a gravidade da doença e os gatilhos que levam ao agravamento variam muito de pessoa para pessoa, então o tratamento é individualizado e, na sua maioria, por meio de medicamentos que atuam para desinflamar os brônquios ou atenuar os sintomas.

A asma não tem cura, mas a maioria das pessoas asmáticas vive uma vida normal, sem impedimentos à prática de atividades físicas, ao desempenho regular no trabalho ou nos estudos e sem maiores restrições para além de deverem evitar o que pode desencadear crises.