Eleições 2024: Pré candidatos a prefeito já se movimentam e buscam apoios em Cotia

Ainda falta pouco mais de um ano para as Eleições 2024, que acontecem em 6 de outubro, onde a população cotiana vai escolher o novo prefeito e vereadores para o mandato de 2025-2028. Mas, os burburinhos aumentam na cidade de Cotia, sobre novos candidatos, trocas de partidos e nomes que podem concorrer aos cargos no pleito de 2024.

Rogério Franco está em seu segundo mandato e não pode mais concorrer, vai ter que apoiar alguém, um nome novo, um candidato que possa dar “continuidade” ao seu trabalho.

Porém, faltam nomes, o cenário político de Cotia é pobre, não há mais políticos com representatividade, os atuais vereadores (alguns pensam em candidatura a prefeito) são fracos politicamente.

Neste cenário, surgem nomes, principalmente sobre quem o prefeito vai apoiar como seu sucessor. Já falaram no ex prefeito Carlão Camargo, mas outros estão sendo comentados nas rodas de conversas em padarias, lojas de conveniência e churrascos da chamada ‘classe política cotiana”.

Apesar de estar em pré-campanha, Carlão pode até não concorrer em 2024 após ser condenado em processo pelo TJ-SP, ele recorreu e a decisão está em Brasília. Há muitas pessoas que apostam que Rogério apoiará sua vice Ângela Maluf, que teve o gostinho de sentar na cadeira por um mês nas férias do prefeito. Ela já anunciou nas redes sociais que é candidata pelo PV. Sempre é relevante lembrar que Cotia nunca elegeu uma prefeita e para a Câmara, as últimas foram Gilda Pompeia e Sônia Gaioto em 1982. Ao longo dos anos, Rosa Xavier e a própria Ângela, que eram suplentes, chegaram a ocupar cadeiras na Câmara por algum tempo.

No início do ano comentavam sobre o secretário de Obras, Rodrigo Dantas, ser a aposta do prefeito, mas o assunto esfriou nos últimos meses.

Lá na Câmara, surgem nomes de possíveis candidatos, apesar do prefeito Rogério ter todos os vereadores ao seu lado e muitos vão apoiar quem o chefe do Executivo der o aval. Porém, o vereador Paulinho Lenha (MDB) tem o nome ventilado na cidade e o próprio já deu declaração no plenário da Câmara que é seu último mandato, deixando uma mensagem que é candidato a prefeito. As últimas ‘fofocas’ nas rodas políticas dizem até de uma dobradinha com o ex prefeito Quinzinho Pedroso, que conseguiu reverter sua situação na justiça. Quinzinho também é outro nome cotado para concorrer em candidatura própria.

Outro vereador, que é do mesmo partido de Rogério (PSD), mas que tem um time de assessores e simpatizantes que espalham em todos os cantos que será candidato a prefeito é Castor Andrade. Recentemente os boatos eram de que Castor desistiria, mas há quem garanta que será candidato, nem que tenha que mudar de partido.

Deixando a situação de lado, vamos falar de oposição. Welington Formiga segue em pré campanha e sendo opositor de Rogério e qualquer candidato do prefeito. Formiga tem feito um trabalho constante nas redes sociais e nas ruas e para muitos é apontado como favorito em 2024.

Como a maioria dos partidos políticos em Cotia está ao lado do prefeito, as chances de mais candidatos aparecerem são poucas. Talvez seja a eleição com menor número de candidatos a prefeito na cidade.

Outro pré-candidato que já se articula na cidade é Fernando Confiança (Novo). O partido vai lançar pela primeira vez uma candidatura própria por aqui. Arquiteto e ambientalista, Fernando é de famílias tradicionais da cidade e mentor da ONG Somos Cotia, que faz campanhas em prol da população carente.

Nos partidos de esquerda, a chance de algum candidato aparecer é pequena. O Psol normalmente lança candidatura própria. O PT, que teve Zé do Boné em 2020, não deve ter candidato. O PCO lançou Claudinei Sampaio em 2020, mas até o momento não divulgou se concorrerá em 2024.

Em 2020 foram sete candidatos: Rogério (PSD), Formiga (PSB), Silvio Cabral (Psol, atualmente no PT), Marcel Muscat (PSL), Zé do Boné (PT), Quinzinho (Avante) e Claudinei (PCO).

Em 2016: Rogério (PSD), Adilson Lima (Rede), Formiga (PTB), Moisezinho (PCdoB), João Santos (PMN), Vanessa Gravino (Psol) e Quinzinho (PSB). Os dois últimos tiveram as candidaturas indeferidas.

Por Rodrigo Seixas e Beto Kodiak