Cemitérios de Cotia devem receber cerca de 15 mil pessoas no Finados
Os cemitérios de Cotia já estão sendo preparados para receber milhares de pessoas que visitarão os túmulos de parentes em virtude do Dia de Finados, na quinta-feira (2).
Já deve haver movimentação de pessoas neste final de semana nos três cemitérios de Cotia e no de Caucaia, gente que prefere adiantar a visita para não enfrentar o grande movimento esperado para o dia ou que vai viajar. Por falar em movimento, só no cemitério central são esperadas cerca de cinco mil pessoas e quatro mil no Maranhão.
No Jardim das Flores são esperadas pouco mais de quatro mil pessoas e duas mil em Caucaia. Os cemitérios passam por um mutirão de pintura e limpeza executado pela empresa que administra o setor, o Grupo Colina.
O que é o Dia de Finados
O Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, (conhecido ainda como Dia dos Mortos no México), é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.
Desde o século 2, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século 5, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século 11 os Papas Silvestre 2 (1009), João 17 (1009) e Leão 9 (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.
No século 13 esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apoia em uma prática de quase dois mil anos.
Segundo León Denis, o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares, e não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
