Coluna de Rafael Oliveira: Behemoth – The Shit of God 2025 – Análise completa faixa a faixa
O álbum The Shit Ov God, da banda Behemoth, é um retorno à brutalidade direta, sem perder sofisticação. É disco de veterano: raivoso, lúcido, técnico e consciente do próprio peso histórico.
Nada aqui é filler, cada faixa tem função, cada uma empurra o ouvinte mais fundo no abismo.
Agora, faixa a faixa, com respeito.
The Shadow Elite – Abertura violenta e estratégica, começa como um ataque surpresa. Riff cortante, bateria marcial.
É Behemoth dizendo: “estamos no controle”. Clima de elite sombria, poder oculto, domínio espiritual.
Impacto imediato. Te joga dentro do álbum sem anestesia.
Sowing Salt – Mais rápida, mais agressiva, quase old school, a ideia é destruição total: “salgar a terra” pra nada crescer.
Musicalmente: black/death raiz com produção moderna. Adrenalina pura! Ótima pra ouvir alto.
The Shit Ov God – O centro ideológico do disco. Blasfêmia direta, sem metáfora.
Não é só choque — é crítica! Riff pesado, andamento esmagador, vocal quase profético.
Desconforto + reflexão. Arte que incomoda!
Lvciferaeon – Faixa mais ocultista, atmosfera ritualística, riffs hipnóticos menos pancada, mais invocação!
Trance obscuro, ideal pra fone!
To Drown the Svn in Wine – Título poético, música esmagadora, fala de decadência, excesso, queda moral. Riffs densos, refrão poderoso, peso emocional + físico.
Nomen Barbarvm – Nome dos bárbaros, os outsiders, som mais épico, quase hino, mistura agressão com grandiosidade. Sensação de marcha, conquista e poder!
O Venvs, Come! – Uma das mais atmosféricas. Clima quase místico, sensual e sombrio. Menos velocidade, mais densidade.
Avgvr (The Dread Vvltvre) – Uma das mais criativas do disco. Alterna peso, groove e atmosfera.
Letra sobre morte, destino e decomposição! Imprevisibilidade. Te mantém atento.
Once Upon a Pale Horse – Referência direta ao Apocalipse, clima épico, quase cinematográfico. Uma das mais “dramáticas” do álbum.
Sensação de fim do mundo e grandeza.
Off to War! Fechamento perfeito. Rápida, agressiva, direta, catarse total. Fecha com energia máxima.
A melhor música do disco The Shit Ov God é The Shit Ov God, da banda Behemoth.
É a faixa que carrega o espírito inteiro do álbum nas costas.
Por quê?
Porque nela tem tudo:
- Peso – riff esmagador, bateria como marcha de guerra
- Atitude – blasfêmia sem frescura, sem marketing
- Mensagem – crítica, confronto, filosofia no meio do caos
- Identidade – Behemoth raiz + maturidade
Não é só “boa música”. É manifesto em forma de som.
Quando você ouve essa faixa, entende o disco inteiro.
Deve fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
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O disco não “começa” ele te atropela.
Desde a primeira faixa, você entende: aqui não tem trilha sonora de fundo é presença total ou nada.
Clima Pesado do Início ao Fim, atmosfera escura, opressiva, ritualística.
Não tem faixa “leve”! Não tem descanso emocional! Som Grande e Poderoso cada instrumento soa como arma.
Nada soa juvenil! Nada soa forçado! Tudo soa consciente!
É metal feito por quem já sobreviveu a tudo.
Instagram: @rafael.s.deoliveira.9

