Coluna de Rafael Oliveira: Sepultura – Machine Messiah, análise completa do disco

Último disco de estúdio do Sepultura com Derrick Green e Andreas Kisser em alta forma. Esse álbum de 2017 é pesado, conceitual e surpreendente. Ele mistura o thrash característico da banda com pitadas de prog metal, groove e até momentos quase sinfônicos. O tema central gira em torno do domínio da máquina sobre o homem e a reflexão sobre tecnologia, espiritualidade e sobrevivência. É o Sepultura mostrando que, mesmo depois de décadas, ainda sabe se reinventar sem perder identidade.

Agora, vamos falar de faixa a faixa do disco — como se fosse uma viagem sonora:
Machine Messiah – Abrindo o disco, vem uma pancada inesperada: lenta, quase doom, com vocais limpos de Derrick. É como entrar em um templo futurista onde a máquina é cultuada. O clima é místico, sombrio, e já mostra que esse álbum não vai ser mais do mesmo.
I Am the Enemy – Aqui o pedal já vai no peito! Rápida, curta, direta, thrash raiz. É a faixa que resgata a fúria clássica da banda e lembra os tempos de Arise. Dá aquele gás, quase como se fosse um grito de guerra contra o mundo.
Phantom Self – Mistura peso com influência oriental. As guitarras têm aquela pegada meio exótica, lembrando orquestrações de filme épico. O refrão gruda e o som é grandioso, mostrando a parte mais progressiva do disco. É Sepultura expandindo fronteiras.
Alethea – Thrash moderno, técnico, cheio de viradas de bateria insanas do Eloy Casagrande (que simplesmente destrói nesse álbum). O riff é agressivo e a letra fala de verdade, crença e manipulação. Um soco filosófico na mente.
Iceberg Dances – Instrumental que é uma obra-prima! Aqui Andreas e Eloy se divertem explorando progressivo, jazz e até música brasileira no meio da pancadaria. É tipo um respiro no meio do caos, mas sem perder a energia.
Sworn Oath – Pesadíssima e com um clima quase cinematográfico. A orquestração no fundo dá um ar épico, como uma marcha de guerra. É uma das mais grandiosas do disco e dá a sensação de “batalha final”.
Resistance Parasites – Aqui voltamos à brutalidade thrash. Rápida, seca, feroz. Fala sobre parasitas que sugam energia e controlam. É Sepultura lembrando que ainda sabe ser direto na jugular.
Silent Violence – Uma avalanche! Bateria absurda, vocais cuspidos na cara e riffs que lembram a brutalidade dos anos 90. É a música para bater cabeça sem pensar em mais nada.
Vandals Nest – Mais uma faixa veloz e insana, com cara de hino ao caos urbano. O refrão é berrado como se fosse grito de protesto. É aquela típica para levantar a galera no show.
Cyber God – Fechando o álbum, uma faixa densa, climática, com peso arrastado. É como se fosse o encerramento de um ritual. O tom sombrio mostra a rendição do homem diante da máquina. Um final perfeito, quase apocalíptico.

“Phantom Self” eu escolho para fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
• É a que mais sintetiza o conceito do disco (homem vs máquina, caos social).
• Tem peso thrash, mas também arranjos orientais e clima épico.
• Foi escolhida como single e ganhou clipe oficial, justamente por ser “a cara” do álbum.
• Ao vivo, funciona muito bem e o público responde forte.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:
• BANDA METAL PEÃO CURITIBANO
• SEPULTURA QUADRA

A Boa Experiência de Ouvir
Ouvir o Machine Messiah é quase como assistir a um filme distópico — só que em forma de som.

• Logo de cara, você é puxado para um clima estranho e misterioso com a faixa-título, que quebra a expectativa porque o Sepultura não começa chutando a porta, mas construindo tensão. Isso te deixa na ponta da cadeira, esperando a explosão.
• E ela vem logo depois, em músicas como I Am the Enemy e Resistance Parasites, que são pura agressividade. A sensação é de estar em um campo de batalha urbano, tudo caótico, tudo rápido, como se o mundo estivesse desmoronando.
• No meio do disco, quando chega Phantom Self e principalmente Iceberg Dances, você percebe que não é só porrada — tem inteligência, arranjo, sofisticação. É quase como se o Sepultura tivesse dito: “calma, a máquina também tem poesia”.
• O ponto mais louco da experiência é o equilíbrio: cada faixa tem sua função, como capítulos de uma história. O ouvinte passa da reflexão (Machine Messiah, Cyber God) à catarse violenta (Silent Violence, Vandals Nest). É como entrar num laboratório onde filosofia, agressividade e técnica convivem.

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*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).