Coluna espírita de Lúcio Cândido Rosa: Amigos invisíveis (anjos de guarda), espíritos protetores

Muitas vezes nos perguntamos se realmente temos amigos protetores, invisíveis, que nos envolvem como verdadeiros anjos de guarda.
Vamos nos lembrar primeiro, que a menção a esses amigos invisíveis, para quem não tem mediunidade de vê-los, não foi feita de início pela Doutrina Espírita, e nem foi por ela inventada.
Desde pequenos ouvimos falar nos anjos de guarda, sob diferentes formas, mas idênticas no conteúdo.
Nas antigas religiões clássicas do mundo greco-romano, acreditavam-se nos deuses mitológicos, como sendo os seus protetores.
Nas religiões orientais, que no fim dos tempos invadiram o Império Romano, entre elas o Cristianismo, esses seres eram chamados de “Anjos de Guarda”.
Na Mesopotânia, China, Grécia arcaica, Índia antiga, Roma entre outras, já cultuavam seus ancestrais como Espíritos protetores.
Assim, por toda parte em todas as épocas, no mundo inteiro, já se notava a existência da crença em amigos protetores.
Sócrates, na Grécia e Joana D’Arc, na França, ouviam a voz meiga de seus amigos invisíveis.
Descartes, filósofo francês, que se considerou inspirado pelo Espírito de Verdade, também tinha seu anjo protetor.
Mas afinal, quem são esses protetores?
São Espíritos que são designados a tutelar outros Espíritos, que irão reencarnar.
São os intermediários entre Deus e os homens, fato negado pelos materialistas, que não admitem que exista nada além da matéria.
E, qual a missão do Espírito Protetor?
A mesma missão de um bom pai: – proteger, dar bons conselhos, orientar como ser um bom filho de Deus.
Esses Espíritos são aqueles mais próximos a nós, um pouco mais evoluídos, com seus méritos, mas ainda no caminho da perfeição.
Não são considerados ainda Espíritos Superiores ou Puros, pois a atmosfera deste mundo de Provas e Expiações não propicia sua aproximação.
Diga-se de passagem que o anjo encontra-se no primeiro degrau da pirâmide na escala celeste (segundo a tese de Dionísio, intérprete da igreja católica apostólica romana do século IV) , sendo o último a receber as informações e lições dos Espíritos Superiores.
O orientador mais próximo do anjo é o Arcanjo.
Segundo a Doutrina Espírita, temos três grupos de Espíritos Protetores:
1 – Espíritos Familiares:- São Espíritos de parentes que por merecimento, podem tutelar seus entes queridos.
Apesar dessa informação devemos nos abster de pedir ajuda a eles, pois não sabemos em que condições se encontram.
Ligam-se por pensamento a seus tutelados, através de laços duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro do limite de poder de que dispõem.
Não são, muitas vezes, muito adiantados moral e intelectualmente, mas são bons e agem por ordem e permissão dos Espíritos Superiores, pois há uma hierarquia no plano espiritual, como já mencionamos.
2 – Espíritos Simpáticos:- Aqueles que são por nós atraídos, através de afeições particulares e também por certa semelhança de gostos e sentimentos, tanto para o bem como para o mal (é a lei de sintonia).
3 – Espíritos Protetores, Anjos de Guarda ou Mentores – Têm como missão acompanhar o homem na vida e auxiliá-lo a progredir. Portanto, tem a missão de guiá-lo para o caminho do bem, aconselhá-lo, consolá-lo nas aflições, dando-lhe ânimo para seguir em frente às provas da vida. É seu protetor espiritual do nascimento à morte, e muitas vezes o acompanha após sua desencarnação, sendo fiéis a seu protegido.
Quando entendem que seus conselhos não estão sendo úteis, afastam-se por um tempo, esperando uma oportunidade para voltarem, desde que seu protegido mereça pelo seu comportamento melhorado.
Não interferem em nosso livre-arbítrio.
Por sermos ainda aprendizes da vida, precisamos muito deles.
Todos sem exceção, inclusive os mais selvagens dos espíritos encarnados, têm um Espírito que vela por ele, assim como todas as cidades e nações têm seus protetores especiais.
Por exemplo, o Espírito Ismael é o protetor Espiritual do Brasil.
O próprio Kardec, foi amplamente auxiliado por protetores especiais durante a codificação de seu pentateuco, os cinco livros que fazem parte da Doutrina Espírita.
Na codificação do pentateuco, foi auxiliado grandemente por médiuns de todo o mundo, que ligavam-se a Espíritos Superiores, que dirigiram todo esse processo, para que a Doutrina Espírita pudesse nascer.
Então, se sabemos e aceitamos a realidade dos protetores espirituais, podemos ficar mais confortados diante das provações da vida.
Assim, podemos acreditar nessa máxima que tanto nos conforta: “Deus não desampara a nenhum dos seus filhos”.
Muita paz!

*Lucio Cândido Rosa escreve sobre espiritismo e espiritualidade no Jornal Cotia Agora. Quer enviar sugestão de algum tema para que ele aborde? Envie para o email [email protected]

*Com a colaboração de Marilena Name, palestrante espírita