Governo de SP afirma que atendeu mais de 60% das sugestões da sociedade para projeto da Raposo Tavares
O Governo de São Paulo diz que recebeu 1.879 contribuições para o projeto de concessão rodoviária do lote Nova Raposo. Foram questionamentos, comentários e solicitações colhidas nas consultas e audiências públicas realizadas pela Artesp – Agência de Transporte do Estado. Mais de 60% das sugestões foram total ou parcialmente acatadas pela gestão estadual.
O objetivo é incluir a população nas discussões antes do lançamento do edital. As contribuições partiram de entidades da sociedade civil, empresas diversas e autoridades públicas.
Todas as manifestações foram analisadas por técnicos e equipes multidisciplinares do Governo, que aprofundaram os estudos com o intuito de aprimorar a modelagem original. As alterações acolhidas incluem redução das áreas desapropriadas e inclusão de investimentos.
A Nova Raposo vai atender 10 cidades da Grande SP com foco em resolver gargalos principalmente no trecho urbano da Raposo Tavares que liga a capital a Cotia.
Com investimento total de cerca de R$ 7,1 bilhões, as intervenções vão aliar a expansão da malha viária e implantação de pedágios no sistema free flow.
Veja abaixo algumas das mudanças
-Inclusão de investimentos na Nova Raposo
O processo de consulta pública também recebeu pleitos para a inclusão de novos investimentos, como dispositivos de acesso, passarelas e duplicações. As contribuições foram analisadas sob o ponto de vista de engenharia, socioambiental e econômico-financeiro, sendo grande parte incorporada à concessão.
Serão implantados, por exemplo, 25 quilômetros de ciclovias na Raposo Tavares entre Cotia e São Paulo, além de quatro dispositivos em Araçariguama, Cotia e Carapicuíba e quatro novas passarelas ou passagens inferiores em Itapevi, Araçariguama e Cotia.
Viadutos de acesso
Um dos principais gargalos atuais da Raposo é o alto volume de veículos nos acessos de bairros residenciais da capital como Butantã e Alto de Pinheiros. Para tentar melhorar o tráfego nesses locais e, ao mesmo tempo, desafogar o eixo principal para quem vai seguir na rodovia, a concessão prevê a construção de um acesso ligando a Avenida Escola Politécnica com a Marginal Pinheiros e outro na chegada ao Butantã. Isso aliviaria o tráfego na rodovia, uma vez que cerca de 30% do fluxo chega via Politécnica.
A medida foi estruturada após as contribuições colhidas durante a consulta pública. Com isso, um viaduto que antes era previsto entre a Avenida Valentim Gentil e Alto de Pinheiros, foi retirado do projeto.
