Habib’s e Ragazzo entram em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), declarando uma dívida de R$ 265,2 milhões.
A solicitação foi aceita na terça (25) pela Justiça de SP, que nomeou a consultora KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim.
Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, “com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”. As lojas permanecem abertas.
“As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades”, afirmou o grupo. A rede de restaurantes atua no Brasil há quase 40 anos. O Grupo Gennius possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall.
A companhia também tem uma ampla rede de franquias, que não está incluída nesses números e não faz parte do processo de recuperação judicial. No pedido feito à Justiça, o grupo atribui parte da crise aos efeitos da pandemia, que reduziu o movimento em shoppings e centros urbanos onde estavam muitas de suas lojas.
Além disso, o Grupo Gennius cita a alta dos juros, que encareceu suas dívidas enquanto o caixa era pressionado pela queda no movimento. Segundo a rede, o cenário dificultou o pagamento de fornecedores.
Com a aprovação do pedido, as cobranças e ações contra o grupo ficam suspensas pelo prazo legal, dando tempo para a empresa reorganizar as finanças. A KPMG, nomeada administradora judicial, terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas e o pedido de unificação das dívidas. Em seguida, será publicado um edital com a relação de credores, que terão 15 dias para contestar valores ou incluir créditos.
O grupo terá 60 dias, a partir da publicação da decisão, para apresentar um plano de recuperação com a proposta de pagamento das dívidas. Se o prazo não for cumprido, a recuperação judicial é convertida em falência.
DO G1
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/26/recuperacao-judicial-habibs.ghtml
