Mãe denuncia que não consegue passagem especial para filho com problemas auditivos

Nesta semana, uma mãe que alega que seu filho de 10 anos tem direito a passagem especial nos ônibus gerenciados pela EMTU/Artesp, entrou em contato com o Jornal Cotia Agora, dizendo que está de todas as formas tentando o benefício para o menino, que tem problemas auditivos, só que, mesmo ela dando entrada na solicitação, esta foi negada.

Camila enviou para a EMTU todos os exames comprobatórios de que seu filho tem perda auditiva muito severa grau 2, mas não foi atendida.
Veja o relato dela:

No mês de fevereiro/25 meu filho Nicolas, 10 anos, recebeu o diagnóstico de perda auditiva neuro sensorial unilateral muito severa grau 2. Verifiquei que meu filho tem direito do bilhete especial da EMTU, o laudo médico que possuo é do CEMA, feito pelo convênio do meu marido. A EMTU só aceita o laudo quando passa pelo SUS.
Fui até uma UBS vinculada à EMTU (UBS Portão), passei pela triagem e foi gerado um laudo da UBS. Solicitaram que voltasse no dia 28/3/25 para passar com um médico perito.
No mesmo dia, precisei passar na assistente social da UBS que agendou para levar a documentação no CAPS Jabaquara no dia 2/4.
Fui até lá, o laudo do SUS ficou retido (antes de levar até o CAPS, digitalizei) e pediram para aguardar 24h porque meus documentos iriam passar por uma auditoria médica para verificar se a minha solicitação de bilhete especial seria deferida ou indeferida.

Para minha surpresa, algumas horas depois, quando chego em casa,recebo um e-mail da EMTU alegando que foi indeferido porque não ficou provado nem no laudo e nem nos exames a perda auditiva. No relatório do exame (Audiometria Tronco Cerebral – BERA) deixa claro que o ouvido esquerdo dele não respondeu ao estímulo de 90db, no exame audiológico ressalta que a perda neurossensorial (permanente) é MUITO SEVERA GRAU II”.

O Jornal Cotia Agora entrou em contato com a EMTU, que repassou para a Artesp, empresa que opera os serviços da EMTU desde final de março. A Artesp respondeu nosso email dizendo que a documentação referente à demanda, incluindo o parecer da auditoria médica, foi encaminhada ao Procon. O caso é acompanhado juridicamente nos trâmites legais.

A mãe, também entrou em contato com o Procon, que também alega que o menino não tem perda auditiva de 90db. A mãe decidiu entrar na Justiça para obter seu direito.