PCC usa rede de empresas para se infiltrar em prefeituras de estados
Investigações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de São Paulo mostram que o PCC – Primeiro Comando da Capital se infiltrou em administrações municipais de pelo menos três estados, por meio da construção de uma rede de organizações sociais para ganhar contratos públicos.
Empresas de prateleira são CNPJs formalmente constituídos, mas sem atividade. Segundo as investigações, a organização criminosa agiria em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Em São Paulo, há indícios de que a facção atuava em busca de contratos em nove cidades.
De acordo com reportagem do “Estadão”, os contratos públicos teriam uma dupla finalidade, segundo a investigação: a construção de empresas respeitáveis para a lavagem de dinheiro do tráfico e o desvio de recursos públicos para a organização criminosa.
A rede de organizações sociais mantida por grandes traficantes de drogas ligados ao PCC começou a ser desbaratada durante as investigações que levaram ao esquema que controlava a coleta de lixo e a saúde pública de Arujá, na Grande São Paulo. O centro do esquema teria sido criado, segundo a investigação, por um candidato a vereador em 2016 em Barueri.
As investigações da Operação Soldi Sporchi localizaram tentáculos da atuação do grupo em Guaíra, Itaquaquecetuba, Salesópolis, Biritiba-Mirim e Caraguatatuba. Cópias do material reunido pela polícia foram enviadas ao Ministério Público Estadual de cada uma das cidades.
Da Gazeta de SP
