Policial é condenado a 17 anos de prisão por estuprar mulher presa na região

Um policial civil foi condenado na segunda-feira (21) a 17 anos de prisão sob a acusação de ter estuprado uma mulher que estava presa na delegacia de Barueri, em março deste ano.

C.F. trabalhava como carcereiro e deixou vestígios biológicos no corpo da vítima que comprovaram o crime, segundo apontam os resultados de exames solicitados na investigação.

A decisão foi proferida pelo juiz Fábio Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri. 

A vítima do estupro, uma mulher de 18 anos, estava presa preventivamente quando o crime aconteceu. Após a repercussão do caso, outras duas mulheres denunciaram que o mesmo policial civil cometeu tentativas de assédio e ameaça contra elas na carceragem.

Após a mulher comunicar o crime, foram elaborados diversos laudos periciais. O exame sexológico detectou a existência de PSA prostático (uma espécie de enzima) no corpo da vítima e a análise concluiu ser material genético masculino. Um outro laudo apontou a existência de um rasgo na calça da jovem.

“Não há dúvida de que o réu era o carcereiro em exercício na cadeia de Barueri na ocasião dos fatos e ele mesmo admitiu que manteve conjunção carnal com a vítima, embora tenha afirmado que o ato foi consentido”, acrescentou o juiz.

O policial foi condenado a nove anos por estupro de vulnerável com aumento de pena por exercer autoridade sobre a vítima, considerando que é agente público e mantinha a vítima sob custódia, segundo a decisão. A sentença passou a ser de 17 anos de reclusão em regime inicial fechado.

Além da pena de prisão, o magistrado responsável pelas entença pediu também a perda do cargo público do policial. O réu está preso preventivamente e pode recorrer da decisão. A defesa não foi encontrada pela reportagem.

O advogado da vítima diz que a jovem está trabalhando e tenta se recuperar do trauma que sofreu. Ele acredita que, assim como outras duas mulheres denunciaram abusos cometidos pelo carcereiro, outras vítimas ainda podem se manifestar sobre outros possíveis crimes que ele pode ter cometido.

Da Gazeta de SP