Preço do azeite sobe até mais de 40% nos mercados de Cotia e região
O consumidor que gosta de usar azeite nas refeições e os restaurantes e bares que oferecem a seus clientes o tempero tiveram um susto nos últimos dias.
O produto subiu até 40% ou mais nas prateleiras dos supermercados. Marcas que custavam R$ 24,00 subiram para R$ 33,00 e até R$ 36,00. Todos os rótulos pesquisados pelo Jornal Cotia Agora tiveram aumento, como os mais clássicos, Andorinha e Galo, que já estão variando o preço (de mercado a mercado), entre R$ 32,00 a R$ 43,00.
Marcas como o Cocinero, que até há pouco tempo custava R$ 18,00 em um atacadista, já está R$ 25,00. Azeites mais finos, que já custavam cerca de R$ 60,00 o vidro, tiveram alta e passaram dos R$ 80,00. Todas as embalagens citadas são as de 500ml, padrão aqui no Brasil.
Bares e restaurantes, que em muitos casos compram no atacado ou em embalagens de três litros, sentiram o impacto do aumento, mas os estabelecimentos ouvidos pelo Jornal Cotia Agora garantem que essa alta não será repassada ao cliente.
Para piorar, não há expectativa de que o preço volte ao que era, pelo contrário, pode até aumentar.
Entenda o motivo
Os três maiores produtores de azeite no mundo são Espanha, Itália e Portugal e são desses países a maioria dos produtos vendidos no Brasil.
O motivo da alta é a seca, nesses países choveu pouco nos últimos meses, o que afetou as plantações de azeitonas. Alguns cultivadores do fruto tiveram oliveiras que não produziram.
De 1,5 milhão de toneladas métricas produzidas por safra, por exemplo, pela Espanha, foram reduzidas a 610 mil toneladas no ano. Nos três países, que normalmente produzem muito nesta época do ano e estocam toneladas de litros, em 2023 não conseguiram armazenar quase nada, impactando no consumo local e também nas exportações para diversos países, entre eles o Brasil, o segundo maior importador de azeite do mundo.
A falta de chuvas, colheita reduzida para menos da metade e sem previsão de melhora fizeram com que o produto tivesse esse aumento, que para nós consumidores, ficou mais difícil de comprar e utilizar azeite.
Alguns consumidores buscam nas prateleiras dos supermercados alternativas, como azeites fabricados na Argentina, Chile e até mesmo no Brasil. A produção nacional ainda é pequena. Somente neste ano apenas 706 mil litros foram produzidos.
Uma consumidora nos contou que substituiu o azeite pelo óleo misto, que tem 10% de azeite e 90% de óleo vegetal. “Em casa usamos muito azeite, mas pagar mais de 35 reais uma garrafinha que dura uma semana vai impactar nosso orçamento, por isso mudei e fica a dica para todo mundo”, comentou.
