Projeto de deputada de SP quer mostrar os perigos do aborto

Conscientizar sobre os perigos do aborto. Este é o tema de uma campanha proposta pela deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) que deu entrada através de um Projeto de Lei (444) na Alesp – Assembleia Legislativa de São Paulo.

A campanha, a ser realizada no mês de agosto, deve ter divulgação em todas as mídias e também em palestras, eventos e afins. A deputada justifica a proposta:

As informações sobre os efeitos do aborto, tanto físicos quanto psicológicos, não são amplamente divulgadas, especialmente os efeitos a longo prazo. Muito mais do que as sequelas deixadas no corpo, milhares de mulheres se submetem a um aborto no Brasil e enfrentam, muitas vezes, um outro problema de saúde: o de ordem emocional.
Dentre os fenômenos psíquicos os mais frequentes nas mulheres que abortam são: sentimentos de remorso e de culpa; depressão e oscilações de ânimo; choro desmotivado, medos e pesadelos; outras consequências psicológicas do aborto são frigidez (perda do desejo sexual) e aversão ao parceiro com quem teve relações.
Em casos graves, pode haver uma condição mais severa, a síndrome pós-aborto. Os principais sintomas são: insônia ou perturbações do sono, pesadelos constantes, síndrome do pânico e, até mesmo, ideação suicida.
Os danos na saúde emocional causados pelo aborto podem durar anos e necessitam quase sempre de apoio profissional para serem sanados. Esse processo de cura precisa envolver pelo menos três instâncias: o acolhimento familiar, o auxílio de tratamento médico se houver algum dano físico e a psicoterapia.
As complicações físicas, por outro lado, podem ser transitórias ou permanentes a depender da gravidade. São exemplos delas: perfuração do útero, se o aborto for realizado pelo método de sucção; ruptura do colo uterino; histerectomia, que é a remoção do útero devido a complicações severas; hemorragia uterina, também causada por pílulas abortivas; inflamação pélvica; infertilidade, infecção de curetagem mal feita; aborto incompleto, quando os restos da placenta podem não ser completamente removidos do útero, o que pode levar a infecções graves, entre outros.

Como no Brasil o aborto é crime, algumas pessoas recorrem às clínicas clandestinas, algumas tomam medicamentos abortivos por conta própria e os riscos são inevitáveis. Antes de pensar no aborto, é necessário pensar na possibilidade de entregar o bebê para adoção. Muitas famílias esperam ansiosamente para concretizar o sonho de ter filhos. A entrega voluntária da criança está legalmente amparada. Hoje é permitido que mães ou gestantes interessadas em entregar uma criança para adoção sejam encaminhadas à Justiça Infantojuvenil.
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, essa medida passou a ser uma alternativa real ao aborto, ao abandono, ao direcionamento indevido de bebês em esquema ilegal de adoção, ao infanticídio e ao tráfico humano. A partir de então, o direito ao sigilo e a possiblidade da mãe ser titular da ação voluntária de extinção do poder familiar, com o direito de receber assistência psicológica, o direito de ser ouvida em audiência e o direito à retratação da entrega foi consagrado.

O PL ainda será votado e seguirá para sanção ou veto do governador.