Queda de balões já deixou mais de 1,4 mil sem energia em Cotia em 2026
Nesta época de festas juninas, marcado por celebrações e tradições populares, também acende um sinal de alerta para o setor elétrico no país. Cresce o número de ocorrências envolvendo balões, prática proibida por lei e que pode causar quedas de energia, incêndios e prejuízos à infraestrutura elétrica.
A queda de balões na rede elétrica da Grande SP já deixou mais consumidores sem energia nos cinco primeiros meses de 2026 do que durante todo o ano de 2025. De acordo com a Enel, entre janeiro e maio, 33.001 clientes tiveram o fornecimento interrompido devido à queda de balões. Já em todo o ano de 2025, o número de consumidores afetados foi de 27.541. Se compararmos, o aumento foi de quase 20% entre os períodos mencionados.
Nos cinco primeiros meses deste ano, a distribuidora contabilizou 16 ocorrências envolvendo balões, contra 42 no mesmo período do ano passado. Embora menos frequentes, os episódios registrados em 2026 atingiram pontos importantes da rede elétrica e provocaram desligamentos que alcançaram um número maior de consumidores.
A capital concentrou o maior número de clientes afetados. Em sete ocorrências, 16.030 consumidores ficaram sem energia elétrica.
Taboão da Serra registrou dois casos que afetaram 14.871 consumidores. Cotia aparece na terceira posição do ranking com 1.416 consumidores impactados em apenas uma ocorrência.
Em Osasco, foram 283 consumidores atingidos, enquanto Mauá contabilizou 253. Apesar de Carapicuíba ter tido três ocorrências que interromperam o fornecimento, 147 consumidores foram afetados, um número menor em relação às cidades vizinhas. Já em Vargem Grande Paulista, apenas um cliente foi impactado.
Crime ambiental
Apesar da tradição, soltar balões é considerado crime ambiental no Brasil e pode resultar em multa e pena de prisão. A prática é proibida pela Lei de Crimes Ambientais, que prevê detenção de um a três anos ou aplicação de multa para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios em áreas urbanas, florestas e outras regiões de vegetação.
Além dos danos ambientais, os balões representam riscos à segurança da população. Ao cair, eles podem atingir residências, indústrias, depósitos de combustíveis, áreas de preservação e redes de energia elétrica, provocando incêndios, acidentes e interrupções no fornecimento de eletricidade. Durante os meses de junho e julho, órgãos de fiscalização e concessionárias intensificam campanhas de conscientização para alertar sobre os perigos da prática.
Da Band – Luane França – Foto: ChatGPT
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