Site a aplicativo Gov.br tem instabilidade e deixa cidadãos sem serviços essenciais
Os portais do Gov.br, da Receita Federal e do sistema e-CAC enfrentaram forte instabilidade na segunda e terça-feira, deixando milhares de usuários sem acesso. A queda dos serviços digitais ocorreu a apenas 48 horas de um prazo tributário crucial para micro e pequenas empresas de todo o país.
A falha gerou uma onda de queixas nas redes sociais e mobilizou a plataforma Downdetector, que contabilizou mais de 700 notificações de problemas no Gov.br no pico do início da tarde, além de mais de uma centena de registros individuais direcionados ao e-CAC e à Receita.
Na redação do Jornal Cotia Agora, a tentativa de assinar dois documentos digitalmente foi em vão, após várias tentativas nesta terça-feira.
De acordo com os órgãos técnicos, o tráfego de dados foi normalizado ainda no período da tarde após a aplicação de contingências na rede de navegação.
Motivos?
O motivo da queda nos sistemas do governo foi um problema no backbone, a infraestrutura principal e espinha dorsal da rede, de uma das operadoras de internet que presta serviço aos órgãos federais.
Para solucionar o bloqueio e fazer o sistema voltar ao ar, a equipe técnica precisou redirecionar os links de tráfego para uma operadora secundária de suporte, garantindo a retomada das operações em conjunto com o Serpro (empresa pública de tecnologia da informação).
Corrida contra o tempo no Simples Nacional
A oscilação nos portais acendeu o alerta em escritórios de contabilidade. O dia 30 de setembro marca a data limite para que as empresas enquadradas no Simples Nacional definam o modelo de recolhimento dos novos tributos da Reforma Tributária: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Opção automática (DAS): Negócios que não realizarem a escolha no portal até o fim do prazo permanecerão automaticamente na arrecadação padrão unificada via Documento de Arrecadação do Simples (DAS).
Análise por modelo de negócio: Empresas com foco no cliente final (B2C) tendem a se beneficiar ao manter os tributos no Simples Nacional, enquanto corporações com operações B2B e alto volume de insumos devem avaliar a transição para aproveitar créditos fiscais.
Da TMC com edição do Cotia Agora
