Coluna de Rafael Oliveira: The Cold Stares – Uma imersão no estilo Southern
Lançado em 6 de setembro pela Mascot Records, The Southern é o sétimo álbum da banda americana The Cold Stares, agora como power-trio (Chris Tapp, Brian Mullins e o recém-chegado Bryce Klueh no baixo). Com riffs sujos, groove sulista e temas ligados à família, tradição e identidade regional, o disco combina tradição com vigor contemporâneo — a banda “soando finalizada e inspirada”, segundo críticos.
Faixa a faixa – Uma imersão sensorial
Horse To Water – Abre com riff pulsante no estilo AC/DC, baixo pesado e bateria firme — um grito de identidade e batismo sulista. Uma explosão que encaixa os ouvidos no clima certo.
Coming Home – Dobro e influência country ressoam em uma balada emocional que fala de raízes e retorno à terra natal. A letra carrega sabedoria familiar: “My Father said…”, dando corpo narrativo
Looking for a Fight – Energia crua e engajamento social — riffs stoner, bateria estrada pesada, e temática de confronto com injustiças: “Living ain’t easy…”. Para quem curte protesto em forma roqueira.
Blow Wind Blow – Ambiente quase psicodélico, fraseados Hendrixianos e pegada Doom suave. A letra evoca cenários áridos da Dust Bowl — um rock pesado temperado com introspecção.
Confession – Track mais longo (5 min+), começa como prece para em seguida se dissolver em improviso psicodélico. Uma viagem emocional intensa.
Level Floor Blues – Blues-rock direto, belos solos, e ritmo cadenciado que carrega tensão e alívio emocional em proporções equilibradas.
Seven Ways to Sundown – Pulsações primitivas, vocais gritados; energia bruta e montanha-russa sonora — um dos momentos mais “primais” do álbum.
No Love in the City Anymore – Riff ameaçador e letra crítica — a destruição urbana, ganância, abandono social — embalado por peso instrumental denso.
Giving It Up – Quebra o ritmo anterior com balada groovada: fala de desistência e entrega emocional na melodia, tempo mais emocional.
Woman – Crescente e swagger rock dos anos 70: riff delicioso, groove marcado, e vocais que evocam clássicos do passado, perfeito para cantar junto.
Mortality Blues – Clausura impecável: delta blues moderno, atmosfera soturna e imagens arquetípicas do Sul. Talento, legado e morte — um encerramento poderoso.
“Coming Home” eu escolho para fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
• Carrega o coração do disco: fala sobre família, raízes, passado e retorno — temas centrais do álbum.
• Letra poderosa e íntima: com versos como "My father said, ‘son, no matter where you roam…’”, ela evoca sabedoria ancestral e conexão com o lar.
• Atmosfera cinematográfica: dobro slide, groove country/blues, voz rasgada de Chris Tapp e uma construção melódica que cresce com emoção.
• Clipe tocante: reforça o tema com belas imagens do sul dos EUA, criando uma experiência completa (visual + sonora).
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Por que ouvir The Southern:
• Identidade reforçada: é uma imersão na herança sulista explorada com sinceridade e modernidade.
• Som encorpado e maduro: a adição do baixo de Bryce Klueh dá volume e profundidade ao som, completando a banda
• Equilíbrio técnico e sensorial: o álbum soa encaixado e dinâmico, da abertura até o final sombrio — sem sobras, sempre cativante
• Variedade emocional: de protesto (“Looking…”) a introspecção (“Mortality…”), blues, psicodelia, country — tudo firmado em rock visceral.
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