Junho Laranja destaca prevenção e tratamento de doenças sanguíneas

A Campanha Junho Laranja alerta para as doenças sanguíneas. A OMS – Organização Mundial da Saúde caracteriza a anemia como uma condição em que os níveis de hemoglobina no sangue são inadequados, geralmente devido à insuficiência de ferro ou outros nutrientes indispensáveis, como zinco, vitamina B12 e proteínas. 

Os principais sintomas são cansaço, fadiga, indisposição, sonolência, queda de cabelo, unhas fracas, e a gente pode apresentar alguns sintomas como alteração do paladar, vontade intensa de comer barro ou carne (picofagia).  

A prevenção das anemias causadas por deficiências nutricionais, como a falta de ferro e vitaminas, depende de uma alimentação adequada, com o consumo de carnes vermelhas ou folhas verdes escuras. Além disso, a importância da prevenção por meio de diagnóstico precoce, recomendando a realização de exames como o hemograma ao menos uma vez por ano.

No caso das anemias carenciais, que são por falhas de alguns nutrientes, a gente pode prevenir fazendo uma alimentação adequada, uma suplementação de ferro na infância, o próprio aleitamento materno é uma forma de prevenir a anemia por falta de ferro. Em relação às outras doenças, principalmente autoimunes, doenças crônicas, muitas vezes a gente não consegue fazer essa prevenção, faz o tratamento no momento oportuno. 

Os tipos de anemias

De acordo com a OMS, cerca de 30% da população mundial sofre com algum tipo de anemia: megaloblástica, talassemia, aplásica, hemolítica autoimune ou por inflamação.  A mais comum é a anemia ferropriva, ocasionada pela falta de ferro e corresponde a cerca de 90% dos casos. O ferro tem papel essencial na produção das hemácias e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo. 

Um outro tipo de anemia bastante conhecido é a falciforme, que é uma condição hereditária em que os glóbulos vermelhos do sangue sofrem um processo de deformação, assemelhando-se a foices ou meia lua, por isso o nome falciforme. Essa é uma condição mais comum entre a população negra. Segundo informações do Ministério da Saúde, essa doença atinge cerca de 8% dessas pessoas, entre pardas e pretas. 

A luta contra a leucemia  

A leucemia, por sua vez, é um câncer que começa na medula óssea – região responsável pela produção de sangue. Dados do Inca – Instituto Nacional de Câncer indicam que, anualmente, no período de 2023 a 2025, foram registrados mais de 11.540 novos casos de leucemia no Brasil.  

O Inca informa que a leucemia ocorre por meio de mutação genética em uma célula sanguínea imatura, fazendo com que ela se transforme em uma célula cancerosa. Diferente das células normais, essa célula alterada se prolifera rapidamente e possui uma resistência maior à morte celular. Com o tempo, essas células anormais substituem as células saudáveis na medula óssea, comprometendo suas funções. 

Existem diversos tipos de leucemia e elas são classificadas de duas formas: aguda ou crônica, dependendo da velocidade em que as células doentes se manifestam no organismo.

A causa da leucemia ainda é desconhecida pela Ciência, mas se sabe que fatores genéticos e ambientais (como exposição à radiação ou substâncias cancerígenas) podem influenciar o surgimento desse tipo de câncer. 

Diante de um paciente com suspeita de leucemia, o exame que vai fazer a confirmação dessa doença é o aspirado de medula óssea (mielograma), e nesse exame se coleta material da medula óssea pra poder fazer várias análises.

Caminhos de cura e reconhecimento 

Em relação ao tratamento adequado, a escolha vai depender do tipo de leucemia diagnosticada existe um procedimento que tem salvado muitas vidas.

O transplante substitui células doentes por saudáveis, possibilitando a regeneração do sistema sanguíneo e imunológico, além de aumentar as chances de cura e reduzir o risco de recaídas.  

Do Gov.BR