Sabesp diz que Cotia tem 8,5 mil casas sem ligações de esgoto
Quase 40 mil imóveis da região oeste não ligaram suas casas à rede coletora de esgoto, aponta Sabesp
Na Região Metropolitana de São Paulo, área que concentra 70% do total de clientes da Sabesp, existem mais de 134 mil imóveis com a rede passando na porta, pronta para levar o esgoto para tratamento. Na região Oeste, incluindo parte da zona oeste da capital, existem cerca de 70 mil ligações factíveis de esgoto ou seja clientes que não ligaram suas casas à rede coletora disponível. Com isso, eles jogam seu esgoto nos rios da cidade em vez de mandá-lo para tratamento.
Em Carapicuíba são 10 mil; em Osasco 9 mil e em Cotia 8,5 mil ligações factíveis. Em Itapevi e Barueri são mais de 6 mil ligações factíveis cada.
O esgoto de todos esses imóveis poderia estar sendo tratado na ETE – Estação de Tratamento de Esgotos Barueri, recentemente ampliada.
A ligação de esgoto é obrigatória para quem reside em área urbana e tem imóvel em rua que dispõe de coletores. A obrigatoriedade da conexão está prevista na Lei Nacional do Saneamento (11.445/07), no decreto federal que regulamentou essa legislação (7.217/10) e na deliberação 106/09 da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo).
A fiscalização cabe à prefeitura de cada cidade e ao Ministério Público, já que a Sabesp não tem poder de polícia. Fiscais do município e
promotores, no entanto, podem multar e até mesmo processar os moradores que não se ligam à rede. Esses imóveis são chamados de factíveis (quando há rede coletora disponível na porta, mas o dono não se conecta).
Quem não conecta o imóvel à rede coletora, mesmo tendo a tubulação na porta, provoca um grande prejuízo ambiental. Joga o esgoto na galeria de chuva, por exemplo, o que explica o cheiro ruim de algumas bocas de lobo.
Pode também atingir córregos abertos ou canalizados. A sujeira que passa pelo córrego ou pela galeria pluvial seguirá até um rio maior. Além disso, a saúde pública também é afetada, já que a destinação adequada de esgoto ajuda a evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica.
Por Robson Donizete – Correio Paulista
