Prefeitos cobram Alckmin e TCE para melhorias no trânsito na região
Os prefeitos das cidades da região Oeste lançaram uma ofensiva para viabilizar o projeto de extensão das vias marginais à Rodovia Castelo Branco até Itapevi. Foram duas frentes de trabalho. Eles se reuniram com o presidente do TCE-SP – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Sidney Beraldo, na tarde de quinta-feira.
E, na sequência, os prefeitos Elvis Cezar, de Santana de Parnaíba, e Igor Soares, de Itapevi – respectivamente, presidente e vice do Cioeste, consórcio que reúne as prefeituras da região – foram até a Academia Paulista de Letras, onde o governador Geraldo Alckmin participavam de um evento, e solicitaram pessoalmente uma audiência para tratar do assunto.
A extensão das marginais, que vão até Barueri, visa desafogar o trânsito nesse trecho da rodovia. O projeto, elaborado pela concessionária CCR Viaoeste, que administra a Castelo, também prevê novo acesso a Osasco. A intenção é de que as obras sejam pagas com a extensão do contrato de concessão. O governo do Estado já deu sinal verde à proposta, mas a alteração no contrato depende de aval do Tribunal de Contas.
Durante evento promovido pelo Cioeste, sobre gestão pública, em agosto, o vice-governador Marcio França afirmou que o TCE vem dando pareceres negativos a essas extensões de contrato, o que dificulta esse tipo de negociação. E sugeriu uma ação por parte das prefeituras que também seriam beneficiadas com as obras.
No encontro com Beraldo, dez prefeitos solicitaram a liberação do acordo. Já o pedido de audiência com Alckmin foi destacado por Elvis Cezar, que não citou especificamente as obras da Castelo, mas falou sobre os temas que as cidades pretendem abordar.
Também participaram da reunião no TCE os prefeitos Rubens Furlan (Barueri), Dani (Pirapora do Bom Jesus), Rogério Lins (Osasco), Rogério Franco (Cotia), Lili Aimar (Araçariguama), Marcos Neves (Carapicuíba), Paulo Barufi (Jandira) e Josué Ramos (Vargem Grande Paulista). No caso da nova entrada da Castelo para Osasco, Lins trabalha com um “plano B”: a obtenção de um empréstimo, por meio do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) para bancar as obras com recursos próprios.
Do Webdiario
