Justiça condena 12 guardas civis de Ibiúna por formação de milícia

A Justiça da 1ª Vara Criminal de Ibiúna condenou 12 guardas municipais acusados de integrarem uma organização criminosa que teria instaurado uma milícia na cidade. A sentença foi proferida no início da noite de quarta-feira (4) pelo juiz Everton Willian Pona, com penas que variam de 7 a 30 anos de prisão, mais multa.

A prisão dos guardas ocorreu em fevereiro de 2017 após operação do Gaeco -Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Núcleo Sorocaba. As investigações apontaram que a organização atuou por vários anos no município, exercendo funções equiparadas a de uma milícia, inclusive praticando delitos como tráfico de drogas, crime contra a pessoa, extorsões e abuso de autoridade.

Alguns deles ainda são apontados de serem coniventes com o PCC, protegendo os pontos de tráfico espalhados pela cidade em troca do pagamento de propina.

Também se fixou como efeito da condenação a perda dos cargos ou funções públicas por eles exercidas, ficando vedado a eles o exercício pelo prazo de oito anos a contar do cumprimento da pena.

Eles ainda poderão recorrer da sentença. Dois condenados continuam foragidos. Todos negam os crimes e alegam estarem sofrendo represálias dos criminosos aos quais prenderam enquanto atuavam na Guarda Municipal de Ibiúna, já que a investigação teria tido início após denúncias dos próprios detentos.

Por Tiago Albertim – Jornal do Povo