O que está por trás de nova epidemia de dengue no Brasil. Cotia teve alta

Vale lembrar que Cotia ficou cinco meses sem casos e em pouco mais de 30 dias, registrou 31 contaminações, conforme publicou o Jornal Cotia Agora dias atrás.

Os números, disponíveis no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, revelam um aumento de 85,6% nas infecções por esse vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, em relação ao mesmo período de 2021.

Em alguns locais do país, a situação é pior: no Centro-Oeste, o crescimento em comparação com o ano passado foi de 242%. Até o momento, a região registrou 648 casos por 100 mil habitantes — em segundo lugar aparece o Sul, com 198 casos por 100 mil.

Entre as cinco cidades mais atingidas, três estão no Centro-Oeste: Goiânia (25,1 mil casos), Brasília (19,2 mil) e Aparecida de Goiânia (4,6 mil). Completam a lista Palmas (7,5 mil), no Tocantins, e Votuporanga (4,7 mil), em São Paulo.

Mas o que está por trás desse cenário? E o que pode ser feito para combatê-lo? Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam que uma série de fatores combinados contribuíram para o aumento da dengue justamente neste período.

Os ingredientes de uma epidemia

Desde o final de 2021, quando começou o verão, várias cidades brasileiras registraram muitas tempestades, relacionadas a fenômenos como o La Niña e as mudanças climáticas.

Para o Aedes aegypti, as chuvas são sinônimo de água parada, local onde os ovos do mosquito eclodem e as larvas se desenvolvem até alcançarem a fase adulta. Mas, na virada de 2021 para 2022, as projeções foram atrapalhadas por outras duas crises de saúde.

Nessa mesma época, o Brasil enfrentou uma epidemia de gripe suína, que causou um aumento importante de casos e o espalhamento da variante ômicron do coronavírus, por trás de recordes nos números de infecção.

Cidades com incidência mais alta de dengue no momento estão espalhadas por Centro-Oeste, partes de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A tendência, de acordo com o que aconteceu nas temporadas anteriores, é que os casos continuem a subir no país pelo menos até maio. A partir daí, com a chegada de temperaturas mais baixas nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, os registros devem cair.

Da BBC News