Coluna de Rafael Oliveira: Miley Cyrus – Plastic Hearts, disco com características dos anos 80

Fala galera, garimpeiro na área e hoje a resenha é braba, é com ela Miley Cyrus e um disco que por incrível que pareça me chamou muita atenção – Plastic Hearts.

Esse canal é totalmente democrático e aqui a gente não nega música e estilo, fiquei bastante preocupado em ter colocado na minha setlist musical do jornal alguma banda ou estilo que se tornasse plastificado ou inútil, mas até que Miley Cyrus mostrou diferente.
Na primeira faixa do seu disco já logo temos de partida a canção “WTD Do I Know” um estilo pop acrescentado com irreverência do rock, a canção fala basicamente da sua superação com relação ao seu divorcio e as dificuldades passadas.

A voz retrata a sensualidade, o drama e o estilo rock n roll presente.
A segunda faixa é faixa-título do disco “Plastic Hearts” ela retrata segundo o canal – “Valkirias”:
[…] “a música que vem na sequência e também batiza o álbum, é cheia de uma vibe californiana e uma letra que fala sobre “corações de plástico que querem sentir algo”, mesmo que efêmero, mas não conseguem sentir nada durante a noite toda. Sobre a sensação de vazio que acompanha inevitavelmente qualquer fim e que dificilmente é preenchida de imediato. Um pedido desesperado: “me mantenha acordada a noite toda, eu só quero sentir alguma coisa”. Tudo isso envolto numa melodia gostosa de um final de dia na praia”.

Ainda no Canal Valkirias temos uma breve descrição sobre a quarta faixa do disco:
[…] “Em seguida, “Angels Like You” chega totalmente diferente, uma música onde encontramos de novo a Miley de “The Climb”, agora com um pouco mais de rancor e uma voz incrível. Aqui, ela canta sobre um relacionamento que parecia errado desde o início e assume uma culpa que pode ou não se real, voltando de novo para o fato de que foi muitas vezes retratada pela mídia como rebelde e instável. Dizendo que é, sim, tudo que disseram que ela seria e que há orgulho nisso, há a certeza de estar agindo de acordo com quem se é, de acordo com o que se acredita ser o certo”.

Até então o disco vai muito bem, os criticos consideram o melhor trabalho da cantora em algumas semanas do lançamento o disco vendeu mais de 60 mil unidades, a quarta canção – “Prisioner” tem participação especial da cantora inglesa Dua Lipa, essa canção possui um belo clipe bastante clichê com aqueles estilos do glam rock, roupas de couro, sensualidade, onibus seguindo turnê musical e muita sensualidade, canção mais conhecida do disco.

A faixa cinco e seis – “Gimme What I Want” e “Night Crawling” carregam um teor de sonoridade dos anos 80, puro e bastante forte, os elementos musicais empregados nas canções, a participação especial do cantor Billy Idol, ídolo dos nos 80 na segunda canção, trás notas do estilo synth-pop.

É o ponto mais alto do disco até o momento.

A quinta faixa “Gimme What I Want” esse me chamou mais atenção pelo ritmo característico da banda e pela combinação de elementos clássicos na sonoridade inclusive vou tornar essa canção parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras.

Ainda usando o canal Valkirias como referência eu aproveito a seguinte citação abaixo para falar da faixa número sete:
[…] “Midnight Sky” uma música poderosa, com uma batida que é puro new wave e uma letra redentora, para cantar alto e dançar a noite toda. Sua letra é sobre a liberdade de se sentir bem consigo mesma, a sensação de uma calmaria boa depois da tempestade. Ouvindo essa música é impossível não pensar em Stevie Nicks, que participou do álbum com um remix que reuniu a já citada “Midnight Sky” com o sucesso “Edge of Seventeen”, formando a chamada de “Edge of Midnight”, uma produção que funciona como poucos remixes são capazes de fazer”.
As canções seguintes não são diferentes dos trabalhos anteriores da cantora, “High” enaltece muito a sua voz e se mantêm presa a temática do disco, “Hate me” é a sequência mais fraca do disco.

O disco possui uma mistura de estilos do Pop, Glam Rock, Rock de Arena, New Wave e também elementos eletrônicos dos sintetizadores que fazem o álbum ser aquele clichê em algumas canções.

Algo que notei na capa do disco é que ele faz muitas referências a musa do rock Joan Jett e obvio que ele tem participação especial na canção “Bad Karma” música inclusive que não valoriza o potencial das duas cantoras.
Engraçado que Miley Cyrus também representa um novo tipo de Madonna ao valorizar a sensualidade e entrar em temas femininos e também certa dose de rebeldia.

Já “Never Be Me” volta para a vibe das primeiras músicas, remetendo a todo o drama do hard rock presente nos trabalhos de Guns N’ Roses, Bon Jovi, Skid Row, Whitesnake e mais um monte de bandas fizeram precisamente isso nos anos 80. É mais uma canção que nos deixa com a sensação de já ter ouvido algo do tipo antes, tantas são as rimas musicais. Uma música bem gostosa e que fala sobre nunca poder ser o que o outro espera — mais uma vez, sobre as expectativas que colocam em cima dela.

Por fim, “Golden G String”, encerra as músicas originais do álbum com maestria, com a mesma sonoridade sintética, elaborada, muito rica em elementos que remetem a tudo que ela se propôs a fazer ao longo de Plastic Hearts. No final, além do remix com Stevie Nicks, temos dois covers ao vivo de “Heart of Glass”, da Blondie e “Zombie”, da The Cramberries. Tanto os covers quanto as participações deixam bem claro qual foram as referências de Miley neste álbum, uma sonoridade clássica, que deixou muitos frutos e que merece ser sempre celebrada.
Trechos finais do Canal Valkirias encerrando a resenha deste disco que é excelente.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:

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*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).