Coluna de Rafael Oliveira: Banda Yes e a essência do rock progressivo (Mirror to the sky)
O álbum Mirror to the Sky, lançado pela banda Yes em maio de 2023, é uma obra que celebra uma longa trajetória da banda de rock progressivo, equilibrando inovação e reverência às suas raízes. Este trabalho é o vigésimo terceiro da carreira da banda, e mantém viva a tradição do Yes de criar músicas complexas, emotivas e cativantes. O álbum é um tributo à evolução contínua da banda, que, mesmo após mudanças de formação ao longo das décadas, continua fiel ao seu espírito musical.
Produzido por Steve Howe, guitarrista e líder da banda, o disco apresenta uma fusão de elementos clássicos do Yes com arranjos modernos. Ele mantém a sofisticação instrumental e lírica que os fãs esperam, mas também traz momentos de introspecção e grandiosidade. Com sete faixas, Mirror to the Sky entrega uma experiência auditiva expansiva e rica, especialmente para os amantes do rock progressivo.
“Cut from the Stars” A abertura do álbum é vibrante e energética, com linhas de teclado atmosféricas e riffs de guitarra envolventes. A faixa reflete a capacidade do Yes de criar melodias cativantes sem sacrificar a complexidade. A voz de Jon Davison brilha aqui, trazendo um frescor moderno à sonoridade clássica da banda. É uma introdução forte, que te prepara para uma jornada progressiva que está por vir.
Com mais de nove minutos, “All Connected” é uma peça épica que encapsula o espírito progressivo do Yes. A música passa por diversas mudanças de ritmo e atmosfera, com solos de guitarra impressionantes de Steve Howe e linhas de baixo intrincadas de Billy Sherwood. A letra explora temas de interconexão e harmonia, ressoando com a espiritualidade frequentemente presente nas obras do Yes. É uma faixa que recompensa os ouvintes com sua complexidade e profundidade.
“Luminosity” é um destaque do álbum, apresentando uma construção musical que vai de momentos suaves e introspectivos a explosões de grandiosidade. A combinação de instrumentos de corda com as tradicionais linhas de teclado cria uma textura rica e envolvente. A faixa evoca uma sensação de viagem cósmica, com uma atmosfera que convida à contemplação e ao mergulho na imaginação.
“Living Out Their Dream” Esta é uma das faixas mais curtas do álbum, mas não menos poderosa. Com uma pegada mais direta e uma energia otimista, ela serve como um contraste dinâmico com as peças mais longas e elaboradas. A música tem um ritmo animado e uma melodia contagiante, mostrando que o Yes também sabe equilibrar o experimental com o acessível.
“Mirror to the Sky” A faixa-título é o ponto alto do álbum. Com mais de 13 minutos, ela é uma verdadeira jornada progressiva, cheia de nuances e passagens instrumentais que demonstram a maestria técnica da banda. A introdução orquestral dá lugar a um crescendo poderoso, com solos emocionantes e uma performance vocal que ecoa o espírito clássico de Jon Anderson. A letra é profundamente reflexiva, explorando temas como transcendência e conexão universal. É uma música que encapsula a essência do Yes, rica em emoção e musicalidade.
“Circles of Time” A última faixa do álbum principal é uma balada delicada e introspectiva. Com arranjos mais minimalistas, “Circles of Time” é centrado no vocal emotivo e nas harmonias suaves. É uma conclusão contemplativa e melancólica para o álbum, oferecendo um momento de tranquilidade após a grandiosidade das faixas anteriores.
Mirror to the Sky é uma obra que reforça o legado da Yes, equilibrando tradição e inovação. Cada faixa é uma experiência única, repleta de emoção, habilidade técnica e exploração sonora. É um álbum que exige atenção, recompensando os ouvintes com camadas de detalhes a cada nova audição. Para fãs de longa data e novos ouvintes, Mirror to the Sky é uma demonstração de que o Yes continua relevante e inspirador no cenário do rock progressivo.
“Mirror to the Sky” eu escolho para fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
A letra é profundamente espiritual e reflexiva, explorando temas de conexão universal e transcendência, que ressoam com a filosofia do Yes. Performance brilhante: Steve Howe entrega solos de guitarra emocionantes, enquanto Jon Davison oferece uma interpretação vocal sincera e cativante, equilibrando a grandiosidade com a introspecção.
Legado e contemporaneidade: A faixa honra a tradição progressiva do Yes, mas também apresenta elementos modernos que mostram como a banda continua a evoluir.
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