A história do advogado e ex vereador de Cotia, Benedicto Soares Mendes
Popularizado pelas suas atividades sociais de fraternidade e de profissional aberto ao diálogo, Benedicto Soares Mendes, formou-se Contador (1969), depois, Advogado (1979), para melhor apoiar a sociedade cotiana, como dizia. Um cidadão exemplar ainda hoje referência para as pessoas com quem conviveu como profissional do DAE (Departamento de Águas e Esgoto, 1949) e da SABESP, a par de uma temporada como Vereador Cotiano eleito por ser quem era.
Filho de Vicente Soares Mendes e de Philomena Xavier, nasceu em 14 de setembro de 1931, para ter uma vida cheia de amor e amizades, e faleceu em 17 de setembro de 1993.
Na Vereança cotiana – uma ação sociopolítica de grande envergadura pessoal, porque o cargo autárquico não era remunerado, logo, exercido em pura cidadania solidária – ele desenvolveu a sua personalidade solidária, e nunca deixou de ser o Operário DAE, mesmo quando se formou contador e advogado: ele era o Vereador do e entre o Povo.
Envolveu-se em todo o tipo de ação solidária, do planejamento em defesa da Floresta do Morro Grande (hoje Parque Estadual, mercê dos fundamentos jurídicos que então repassou à turma ecologista, a saber: Páoli, Ab’Sáber, Lutzenberger, Schenberg, entre outros) passando pelo apoio ao registro de sítios e chácaras de residentes que ali sobreviviam e poderiam perder o lar e a produção agrícola, sem esquecer o apoio material e psicológico.
Na sua turma no Ginásio Estadual Zacarias Antônio da Silva, em Cotia, já apresentava um caráter de geração que faz o futuro, e assim fez a sua vida.
Benedicto casou com Jandira Diniz e deram a Cotia uma nova geração: Hasurem Diniz Mendes e Simone das Graças Mendes, além de Wilson Oliveira, este, adotado ao nascer, no Hospital de Cotia).
Uma pessoa não se torna cidadã no acaso, ela o é pelo estudo, mesmo que não acadêmico, e a ousadia de ser o que é. Por isso, a história cotiana do brasileiro Benedicto Soares Mendes merece ser contada e preservada pelas autoridades autárquicas, na própria Vereança, e na denominação de uma rua ou praça da cidade histórica. Um homem que fez da sua Vida um ato solidário de Fé humaníssima merece que esse exemplo seja levado às novas gerações da Gente Cotiana.
*Texto extraído do Jornal Corpus, de autoria do escritor João Barcellos

