Apagão causa prejuízo de R$ 500 milhões a bares, hotéis e restaurantes em São Paulo, calcula Federação
Somente na capital e nas cidades da região metropolitana, quase 14 mil empresas foram afetadas; para atenuar prejuízo, Fhoresp – Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo quer prazo maior para pagamento de impostos
O apagão que deixou sem energia elétrica diversas cidades da Grande São Paulo, incluindo a capital, desde sexta-feira (3), causou prejuízo de pelo menos R$ 500 milhões a quase 14 mil empresas dos segmentos de alimentação e de turismo. Os dados são da Fhoresp, que pleiteia, aos atingidos pelo blecaute, o adiamento da quitação de impostos.
A entidade sindical federativa abarca 24 sindicatos patronais, que representam, aproximadamente, 250 mil estabelecimentos do setor. Destes, 50% estão na capital e região metropolitana e, pelo menos, 11% foram afetados pelo apagão, o correspondente a 13.750 empresas. A tempestade que atingiu São Paulo motivou a interrupção do serviço. Muitos pontos no estado, incluindo a capital, ainda seguem sem o abastecimento de energia elétrica.
Os setores que vinham se recuperando no pós-pandemia, terá pela frente um período difícil para recompor as novas perdas, não só pelos estoques de produtos perecíveis perdidos, mas, também, pelo lucro cessante, ou seja, valores que as empresas deixaram de lucrar nesse período.
Ações judiciais
Uma das soluções propostas pela Federação é a prorrogação dos vencimentos de tributos, como o ICMS e ISS.
“Estamos solicitando ao Governo do Estado e às Prefeituras que ponderem ampliar o prazo do recolhimento de impostos, para que as empresas prejudicadas tenham um prazo maior para a quitação. Isso já ajudaria, num primeiro momento, àquelas que foram atingidas pelo apagão. Poderes Executivos têm essa prorrogativa”, argumenta Edson Pinto.
