Coluna de Rafael Oliveira: Zakk Wylde, disco Book of Shadows 2, acústico e cheio de melodias

Zakk Wylde um dos cantores e compositores mais interessantes do meio musical, foi capaz de construir um enorme legado com Ozzy Osbourne e também fazer sucesso em Black Label Society.
Nos últimos anos o cantor tem produzido sons mais suaves e versões acústicas lindas por demais e hoje vamos resenhar sobre o Book Of Shadows II que chegou mais 20 anos depois do primeiro disco, ao invés dos sons mais pesados do heavy metal, o segundo disco faz brotar sons do southern rock, blues e country americano.

A primeira faixa do disco: “Autumn Changes” uma canção de quase 6 minutos e uma bela melodia que inicia um disco com um vozerão de Zakk, impressionante.
A segunda e terceira faixa – “Tears Of December” e “Lay Me Down” vão na mesma direção com melodia da primeira canção, sem variação e por muitas vezes carregada de uma certa dose de romantismo.
A quarta canção do disco “Lost Prayer” é uma das minhas preferidas do disco uma versão blues bastante agitada e um ponto alto do disco, carregado com uso de violão, bela demais.

Impressionante a qualidade empregada por Zakk Wylde e a produção incrível deste disco – Book Of Shadown II.
“Darkest Hour” uma canção pouco mais lenta, com uma variedade de solos de guitarras bem harmonicos e delicados, mais uma faixa brilhante.
Wylde não tem alcance vocal, mas o seu estilo combina muito bem com cada canção, a versão acústica de boa parte do disco faz com que ele tenha um peso emocional ainda maior, a sutileza e a textura fazem a argamassa do disco ser ainda mais forte.
Uma das coisas mais perigosas do disco é o risco de uma interpretação por parte de quem escuta, ser algo melancólico, triste e até depressivo, inclusive pelo nome das canções e algumas letras, como é o caso desta última faixa.

“The Levee” não há muito o que comentar sobre essa faixa, ela me faz lembrar um pouco o estilo do Bob Dylan, pode-se notar os traços dele.
“Eyes the Burden” uma combinação ilustrada de teclados e guitarras com notas bem saborosas de ouvir.
Já as canções seguintes têm as mesmas expressões das canções anteriores, sem muitas notas de diferença como – “Forgotten Memory” e “Yesterday’s Tears”.

A minha canção favorita deste disco vai ficar sendo “Lost Prayer” para ser tocada na nossa programação, do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras.
Para concluir o disco ainda temos uma canção com estilo bem mais lento e cadência menor e estamos falando de “Harbors Of Pity” que tem aparência ao country com mais melodia e também “Sorrowed Regrets” e “Useless Apologies” que também são mais lentas.

“Sleeping Dogs” e “The King” as duas últimas faixas do disco de 14 canções muito bem arranjadas e harmônicas, esse disco tem que estar na prateleira de coleções e precisa ser ouvido para baixar a tensão e adrenalina que muitos de nós estamos nos últimos anos.

A penúltima canção, ganha uma espécie de clipe totalmente estranho que você vai poder notar nos cards logo abaixo.
Essa é a qualidade oferecida por Wylde em seu disco, de ótima qualidade o que mostra que podemos explorar muitas coisas do rock e afirmo ele não está morto, continua tão possante quanto antes.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:

Vamos ao clipe

Acesse os canais de mídia – Instagram: @zakkwyldebls

*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).