Coluna do psicólogo Anderson Flávio Batista: A ansiedade é boa ou ruim?
‘’A ansiedade é um conjunto de emoções e modificações físicas que antecedem o estresse, a novidade ou o risco.’’ (Leandro Teles, neurologista).
Ansiedade é um assunto corriqueiro, pois de alguma maneira atinge a todos nós. Um ponto importante é desmistificar. Ansiedade não é doença, pode se tornar patológica. É preciso separar ansiedade normal x ansiedade patológica. A ansiedade normal não traz prejuízos a vida, já a ansiedade patológica compromete a pessoa de modo psicossocial, isto é, na sua saúde psicológica e nas suas relações sociais.
É normal ter ansiedade porque de alguma forma todo mundo acaba ficando tenso por antecipação a um evento importante. Exemplo: se uma pessoa fica ansiosa porque irá subir no palco para dar um discurso é normal. Agora se a pessoa começa a perder o controle, tem falta de ar, taquicardia, mãos trêmulas, sudorese, dores no peito, formigamentos, náuseas entre outros sintomas, ou seja, se a pessoa apresentar um conjunto de sintomas que a faz perder o controle; e a intensidade e frequência aumenta, possivelmente tenha se tornado patológica.
Então quando a ansiedade é ruim? Por exemplo, quando a intensidade dela dura muito tempo, quando ela fica muito frequente, quando o comportamento é desproporcional a causa/evento, quando gera insegurança psicológica, sendo assim, ela é ruim e irá prejudicar a pessoa.
Há casos em que a pessoa tem de fazer uso de ansiolíticos? Sim. A intervenção medicamentosa em alguns casos é necessária para o enfrentamento das crises de ansiedade.
Não crie autodiagnóstico. Se você estiver sofrendo frequentemente por um tempo prolongado e a intensidade dos sintomas é alta procure um (a) psicólogo (a). Não brinque com sua saúde emocional.
*Anderson Flávio Batista. Psicólogo (CRP 06/149648 SP), escreve como colaborador quinzenalmente no Jornal Cotia Agora. Instagram: @andersonflaviopsi
