Coluna do psicólogo Anderson Flávio Batista: Comportamento perfeccionista
“Perfeccionismo é opressão internalizada.” (Gloria Steinem, jornalista)
Muita gente acaba se tornando perfeccionista pelo medo de ser criticado (a). A ideia de que a crítica sempre vai desvalidar a gente como pessoa é equivocada. Muitas vezes, a crítica é uma porta para o aprimoramento.
O comportamento perfeccionista pode ser autodestrutivo para uma pessoa na medida em que ela mira numa meta inalcançável: ser 100% o tempo todo e em tudo. É ruim viver uma vida assim. Cansa, desgasta, atrapalha muito, pesa, gera angústia.
Ser perfeccionista gera sofrimento na pessoa porque ela põe uma pressão sobre si que não aguenta. Além disso, tem uma tendência de viver num estado de tensão boa parte do tempo, quase não se permitindo relaxar, se distensionar um pouco.
Pode ficar com muito medo do fracasso, medo de errar, medo de ser inadequado (a), de não ser bom o suficiente. Também é preciso dizer que a pessoa perfeccionista tem uma tendência de se preocupar demais com as coisas e isso gera ansiedade, estresse e até depressão dependendo da intensidade e frequência.
Uma boa receita para ser uma pessoa menos perfeccionista está no livro da Brené Brown chamado: A coragem de ser imperfeito. Brené diz que a vulnerabilidade nos humaniza.
Pense seriamente sobre o assunto. Se você é uma pessoa perfeccionista e não consegue se livrar disso, recomendo que procure um psicólogo (a) e trate a questão para não ter prejuízos na saúde mental.
*Anderson Flávio Batista. Psicólogo (CRP 06/149648 SP), escreve como colaborador quinzenalmente no Jornal Cotia Agora. Instagram: @andersonflaviopsi
