Enel, Claro, Vivo e Tim protagonizam um show de incompetência na Grande SP
Por Beto Kodiak – Jornalista
Indignação, revolta e uma vontade de sair gritando, esbravejando. Sim, a raiva que milhares, milhões de pessoas de quase uma centena de cidades paulistas foi e ainda é nesta segunda-feira, o assunto do momento.
O estado de São Paulo, e vou puxar neste texto nossa região, de Cotia e cidades vizinhas, foi acometido por uma chuva rápida, porém de muito vento, um ciclone tropical ou qualquer nome que se dê a este evento atípico da natureza em nosso pedaço.
Árvores caídas, postes arrancados da terra, fiações elétricas expostas no solo, dando sequência a falta de energia, de internet, telefonia e até água, já que o bombeamento desse líquido necessário para nossa sobrevivência, depende de eletricidade.
Vivemos um caos, de 24h, 72h, ainda tem gente sofrendo com isso. Famílias que pagam suas contas de energia, água e internet sem poder usar os serviços de extrema necessidade.
Nós do Jornal Cotia Agora ficamos quase sem contato com a população, já que aqui, apesar de termos energia, os serviços da Claro e Vivo sumiram. Ficamos impossibilitados de publicar notícias no final de semana e as reclamações dos munícipes. Em raros momentos de sinal 4G, onde rodamos pela cidade, até postamos em redes sociais os dramas da sociedade de Cotia.
Um show de horrores. Não tínhamos acesso para questionar as três empresas. Sem internet, as mensagens para as assessorias de imprensa não iam, nossos WhatsApp inoperantes, e nos raros momentos que conseguíamos receber mensagens de leitores, não foi possível responder. Questionamos as operadoras em um raro momento de sinal aberto, sem respostas.
Os telefones das três operadoras caem em mensagens de computador, a atual Inteligência Artificial, que virou moda.
Para piorar o roteiro de mau gosto dessas empresas, foram nos raros momentos de uma posição de retorno dos serviços, em mensagens de computador, dizendo que o retorno seria às 14h, depois às 22h, depois às 7h da manhã, ou seja, três empresas que desrespeitaram seus clientes, tratando-os como marionetes nessa comédia que é o serviço prestado por elas.
No sábado à tarde, passei pela base da Enel na Estrada do Embu, em Cotia e contei, até onde meus olhos viram, 12 caminhões da empresa estacionados e em muitas respostas aos munícipes, a empresa dava a justificativa de que TODA SUA EQUIPE ESTAVA NAS RUAS.

Essa conta não fecha. Há caminhões sobrando e funcionários faltando?
Vi pelo menos 3 ou 4 caminhões da Enel nas ruas. Vi também 3 veículos da Ability, empresa terceirizada da Vivo. Um da NET/Claro.
A Enel sempre dá como justificativa à falta de energia, a queda de galhos nas redes elétricas. A mesma Enel se vangloria em emails e releases enviados à imprensa, de que cortou milhões de galhos que colocavam em risco sua rede e a possível falta de energia em dias de chuva e vento.
Mas, toda vez que acaba a luz na cidade, a justificativa da empresa é que galhos caíram na rede elétrica.
Desculpem o desabafo, mas falo em nome de milhares de pessoas que pagam impostos, assim como eu e este veículo de comunicação, o Jornal Cotia Agora, mas não dá mais para aturar este tipo de situação.
Estamos na primavera, o verão chega em 22 de dezembro e muitas chuvas estão por vir. Estamos preparados? NÃO. Nem nós munícipes, tampouco as operadoras e órgãos governamentais.
