Espetáculo gratuito ‘Onde a Casa Mora’ terá apresentação em Cotia

“Onde a Casa Mora” é um espetáculo de dança do Pepalantus Núcleo criado a partir de poemas do livro “Os Ângulos da Casa”, da escritora moçambicana Hirondina Joshua, e atravessado por experiências pessoais das intérpretes frente ao tema moradia. Partindo dos poemas e seus desdobramentos, a performance promove um diálogo criativo entre quatro principais expressões artísticas no espaço de uma casa que, ali, reflete o mundo físico e metafísico: o corpo (dança), a palavra (poema), a imagem (audiovisual) e o som (música e paisagem sonora). O espetáculo será apresentado em Cotia, em 24/09, às 19h, no Sarau da Praça, na Praça Joaquim Nunes, no Centro.

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar composta pelas intérpretes e criadoras Paloma Xavier e Oz Ferreira, que desenvolveram a criação cênica, estética e coreográfica do projeto; o músico compositor Augusto Iúna, responsável pela direção musical e composição da trilha sonora; o cinegrafista e designer Maurício Oliveira, na captação, edição de imagens e artes gráficas, e a pesquisadora da área de literaturas africanas, Fernanda Gallo, que orientou a pesquisa teórica. Simone Gonçalves, da Pin Rolê Invenções, assina a produção e Paloma Xavier a direção geral, além da própria poeta Hirondina Joshua que participou diretamente do processo criativo quando compartilhou análises dos poemas em encontros com a equipe.

“Por vezes nos vemos em ruínas e obrigadas a seguir na construção de uma casa, com paredes que nos protegem, em um chão tão somente nosso, porém roubado. O corpo que também é morada de tantas casas, brinca, desenha e protesta pelo direito de existir”, comenta Paloma Xavier. O Pepalantus Núcleo trabalha com práticas artísticas, educacionais e pesquisas de cultura e memória, todas reunidas no mesmo núcleo de ação e divididas entre dois estados brasileiros: São Paulo e Mato Grosso. Este encontro iniciou-se em 2013, em São Paulo, e se firmou no mesmo ano na primeira viagem de pesquisa para criação do experimento “Cerrado” em Chapada dos Guimarães – MT, quando se definiu o nome do núcleo. Nesses 9 anos de trajetória o Núcleo esteve constantemente em produção e ação, algo que tem gerado interessante fruição no trabalho à distância e na produção em dança nos dois estados.