Médico estrangeiro terá que aprender português para atuar no país

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (25) uma resolução do CFM – Conselho Federal de Medicina que passa a exigir do médico estrangeiro a certificação de proficiência em língua portuguesa, em nível médio, para poder se registrar junto ao conselho e, consequentemente, obter o registro para exercício da profissão no país. A nova exigência já está em vigor.

A resolução alterou uma normativa anterior do CFM, de 2018, que trata do exercício da medicina no Brasil para os estrangeiros e também dos brasileiros formados em medicina por faculdade no exterior.

Vale lembrar que em Cotia, há muitos médicos estrangeiros nas unidades de saúde e existem diversas reclamações de pacientes em relação ao atendimento desses profissionais e a falta de comunicação. Ou seja, o paciente não entende o que o médico fala e vice-versa.

A norma, entre outras regras, determinava que os CRMs – conselhos regionais de Medicina poderiam cobrar do estrangeiro, além do diploma de medicina obtido no exterior e revalidado por universidade pública, documentações complementares para o registro profissional.

Com a alteração, agora o estrangeiro que quiser obter o registro nos conselhos regionais terão que, obrigatoriamente, comprovar a proficiência em língua portuguesa, apresentando o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) em nível intermediário, expedido pelo Ministério da Educação.

Da Agência Brasil com Cotia Agora