Rafael Oliveira. Inglorious – We Will Ride: Álbum que combina o moderno com o clássico
Cara, Inglorious – We Will Ride é daqueles discos que você coloca pra tocar e sente na pele aquele espírito velho-de-guerra do hard rock inglês, só que com um frescor que empurra tudo pra frente. É a velha cavalgada do rock, mas com motor revisado e nitro no tanque.
É álbum pra ouvir dirigindo estrada afora, vidros abaixados, vento na cara, e aquela sensação de “tô fazendo algo certo na vida”.
Nathan James canta como quem bebeu da fonte dos grandes – Coverdale, Gillan, Hughes – mas sem imitar ninguém. As guitarras vêm cortando o ar com riffs robustos, pesados, mas melódicos. O som segura tudo com aquela firmeza tradicional que nunca falha: baixo encorpado, bateria que bate na alma. É rock como sempre foi feito. É futuro que honra o passado. É poesia elétrica.
Agora vamos faixa a faixa, como quem vai abrindo um livro de aventuras com cheiro de couro e pólvora.
She Won’t Let You Go – A porta de entrada já chega chutando poeira. Riff direto, sem frescura. A música transmite aquela energia de “levanta e faz acontecer”. Um abre-alas firme, poderoso, puxando você pelo colarinho.
Messiah – Aqui o clima fica mais sombrio, mais épico. É como entrar num templo antigo com tochas nas paredes. Vocais altos, guitarras afiadas, drama na medida. Uma pancada deliciosa.
Medusa – Cheia de clima, sensualidade e peso. A guitarra cria ambiente, o refrão cresce como maré cheia. É uma daquelas faixas que te hipnotizam apropriado, né?
Eye of the Storm – Balada épica com alma de arena. Cresce, explode, arrepia. Tem aquele tempero clássico dos anos 80, mas com pegada moderna. É emocional sem ser melação.
Cruel Intentions – Aqui a banda pisa no acelerador de novo. riff venenoso, agressividade elegante. Cheiro de couro, metal e fumaça de estrada. Música pra balançar o pescoço.
My Misery – É introspectiva, dolorida, mas forte. Refrão melódico, daqueles que você canta meio com o peito apertado, meio sorrindo. Peso emocional real.
Do You Like It? – Rockão básico, ousado, provocador. Uma piscada de olho com guitarra quente e groove empurrado. Bem “old school”, daquele jeitão que faz falta hoje em dia.
He Will Provide – Dramática quase teatral. Nathan despeja emoção, a banda constrói uma atmosfera densa. Parece trilha de batalha interna. Coisa fina.
We Will Meet Again – Aquela faixa com alma grandiosa, melodia de encher o peito e refrão que abre céu. Tem cara de hino, daqueles que ficam ecoando depois.
God of War – Peso mitológico. Bateria marcial, guitarras como espadas cruzando. É faixa de levantar poeira, sentir força, entrar no modo “vamos pra luta”.
We Will Ride – A faixa-título fecha como deve: épica, poderosa, com espírito de jornada. É o cavalo disparando na planície ao pôr do sol – final perfeito, grandioso e cheio de propósito.
Olha, dando aquela cravada sem medo: a melhor faixa do disco é “She Won’t Let You Go”.
Por quê?
Porque ela chega rasgando, botando as cartas na mesa logo no primeiro minuto. Riff pegando fogo, refrão grandão, energia de levantar até defunto. É a faixa que define o espírito do álbum: moderno, mas com aquela alma clássica que nunca envelhece.
Deve fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:
- BANDA METAL PEÃO CURITIBANO
- SEPULTURA QUADRA
- KREATOR THRASH METAL ALEMÃO
- AS BANDAS ICÔNICAS DO METAL
- BANDA BODOM AFTER MIDNIGHT E O DISCO EP – PAINT THE SKY WITH BLOOD
Ouvir Inglorious – We Will Ride é como entrar num trem a vapor em alta velocidade: antigo no charme, moderno na engenharia, e com aquele cheiro de ferro quente que faz o coração bater mais rápido.
A experiência é cheia de energia, com aquele sentimento de “hard rock de verdade”, sem maquiagem, sem modinhas. As guitarras vêm afiadas, cortando o ar como lâmina. A voz do Nathan James te abraça e te sacode ao mesmo tempo — poderosa, teatral, emocional. A produção é limpa, forte, tudo no seu lugar, dando aquela sensação de que a banda está tocando na sua frente.
É um disco que te faz erguer o peito, que te lembra do por que o rock clássico sempre foi tão sólido: riffs marcantes, refrões que crescem, bateria firme, melodia que pega, drama na medida. Você sente tradição, mas também visão — é como olhar para o passado com os pés fincados no futuro.
No fim, a sensação é de cavalgada épica: você começa animado, se empolga com o peso, mergulha nas partes emocionais, volta para o fogo com as faixas mais agressivas e termina com aquela satisfação de missão cumprida.
É álbum pra colocar no volume 10 e deixar a alma respirar.
Instagram: @rafael.s.deoliveira.9
Assinado por:

