Deputada pede que Reserva Florestal de Cotia se torne Unidade de Conservação
Há anos que surgem projetos e ideias de preservação da Reserva Florestal de Cotia, localizada nas imediações do Morro Grande. Em muitos pontos ao lado da Reserva há loteamentos clandestinos e invasões, o que deixa muita gente preocupada, como ambientalistas e moradores que lutam pela preservação da região.
Foi colocado na pauta da Assembleia Legislativa a Indicação 2353/2023, da deputada estadual Marina Helou (Rede), que pede que a Reserva se torne uma Unidade de Conservação. A Indicação deve chegar às mãos do governador Tarcísio de Freitas em breve e solicita estudos visando ampliar a proteção e disciplinar os usos do perímetro e entorno.
A deputada explica: “A Reserva Florestal do Morro Grande é um dos maiores remanescentes florestais existentes na Região Metropolitana de São Paulo. Possui status de área tombada pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1981 e é de propriedade da Sabesp. Ocupa uma área aproximada de 10.870 hectares, tendo a maior parte ainda preservada, mas com suas bordas sendo degradadas por ocupações e ações irregulares. Em relação aos aspectos ecossistêmicos, se constitui como uma das últimas massas florestais nativas da região, área de refúgio da fauna das matas tropicais e área produtora de água para abastecimento público.
Segundo informações do órgão de patrimônio estadual, a área da Reserva Florestal do Morro Grande foi submetida, há alguns anos, “a fortes pressões de desmatamento tanto para a agricultura quanto para a exploração da lenha e do carvão e, mais recentemente, para a expansão imobiliária”. A recategorização da área por meio da criação de uma Unidade de Conservação (área legalmente protegida) em conformidade com o SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, poderá trazer aspectos importantes relacionados à proteção de seus atributos naturais, à gestão pública, ao manejo adequado, ao aproveitamento do potencial turístico em bases sustentáveis, à geração de trabalho e renda, e, principalmente, à manutenção de sua função estratégica no sistema de abastecimento de água da região mais populosa do país”.
