Coluna de Rafael Oliveira: Hurricanes – Back to the Basement, descubra a melhor música do disco

O álbum Back To The Basement, da banda brasileira de rock e blues Hurricanes, é daqueles discos que parecem nascer de um lugar verdadeiro: um porão, guitarras ligadas, amplificador chiando e músicos tocando olho no olho. Lançado em 2024, o trabalho carrega oito faixas e cerca de 29 minutos de rock com alma setentista, misturando blues, folk e groove com uma pegada moderna.

O nome do disco não é metáfora inventada por marqueteiro. As músicas realmente começaram a surgir no porão da casa do baixista da banda, durante ensaios simples e espontâneos. Essa atmosfera íntima acabou moldando o espírito do álbum inteiro: direto, orgânico e cheio de energia.

Ouvir esse disco é como descer uma escada velha de madeira e encontrar uma banda tocando rock de verdade lá embaixo.

Uma viagem faixa a faixa:

Penny in My Pocket – Logo na abertura o disco já chega com o pé na porta. A música tem aquela vibração clássica de rock setentista, cheia de viradas de bateria e riffs que grudam na cabeça. É energética, motivadora e meio autobiográfica — fala do começo da banda e da caminhada deles.

Ao ouvir, dá a sensação de estar em um ensaio quente, com amplificadores valvulados saturando o ar.

Over The Moon – Aqui o groove começa a ganhar mais espaço. A faixa tem camadas de teclado e uma construção que vai crescendo aos poucos. Começa relaxada e vai ganhando intensidade até explodir no final.

É daquelas músicas que fazem a cabeça balançar sem perceber.

Down The Street – Essa faixa muda o clima. O ritmo fica mais suave e emocional, quase uma balada blues. Os pianos elétricos dão uma textura elegante e a voz ganha destaque.

É música de estrada à noite — janela aberta, cidade passando devagar.

Many Roads – O disco volta a acelerar “Many Roads” traz uma energia mais dançante e grooveada, com destaque para o teclado Hammond e os backing vocals que levantam o refrão.

É uma faixa que parece feita para palco — fácil imaginar o público cantando junto.

Big Eyes – Aqui o álbum respira fundo! A banda entra em um território mais folk, com arranjos minimalistas de voz e violão.

A música carrega nostalgia: fala de mudança, sonhos e da jornada de sair da cidade natal para buscar algo maior.

É simples, bonita e sincera.

Through The Lights – O rock volta a dominar, guitarras com slide, riffs marcantes e uma atmosfera que mistura blues e rock clássico.

É aquela faixa que lembra discos antigos tocando em vinil — quente, cheio de textura e atitude.

Come To The River – Uma das mais animadas do álbum a música tem balanço, ritmo e aquele espírito quase dançante do blues-rock.

É o tipo de faixa que faz a plateia mexer o corpo inteiro.

Colors – O disco termina com um final instrumental forte e expressivo, cada instrumento aparece com destaque, quase como se cada músico estivesse dando seu último recado antes de apagar as luzes do porão.

É um encerramento elegante, que deixa o ouvinte com aquela sensação boa de “quero ouvir tudo de novo”.

Por quê?

Escutar Back To The Basement é como revisitar o espírito mais puro do rock. Não tem exagero de produção, não tem artificialidade.

É banda tocando junto, respirando o mesmo tempo da música.

O disco também mostra uma coisa bonita: maturidade chegando cedo. Mesmo sendo o segundo álbum da Hurricanes, dá para perceber que os caras já entenderam algo essencial — rock não é só barulho, é alma, groove e verdade.

É o tipo de álbum curto, direto e honesto. Você aperta play… quando percebe, já acabou… e a mão vai automaticamente para o botão de repetir.

“Many Roads” é a canção que melhor representa o Back To The Basement.

E não é por acaso.

Ela é o ponto onde tudo que a Hurricanes sabe fazer se encontra — groove, rock clássico, alma blues e aquele clima de banda tocando junta, sem filtro e sem frescura.

Por que “Many Roads” se destaca?

1. Equilíbrio perfeito

Tem energia, mas não é só pancada. Tem melodia, mas não vira balada. É o meio-termo ideal do álbum — o coração do disco batendo no tempo certo.

2. Refrão que fica na cabeça

Daqueles que você pega cantando depois, mesmo sem perceber. Funciona tanto no fone quanto ao vivo.

3. Groove vivo

O teclado Hammond e a base rítmica criam um balanço quase físico. Não é música pra ouvir parado — o pé começa a marcar o tempo sozinho.

4. Espírito do álbum inteiro

Se alguém nunca ouviu Hurricanes e pergunta: “como eles soam?” — essa é a faixa que responde sem precisar explicar nada.

Deve fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Metelecohttps://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:

Instagram: @rafael.s.deoliveira.9

*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).