Coluna de Rafael Oliveira: Neil Young e seu disco escondido, Homegrown

Depois de muitos anos de som e qualidade sonora invejável, vamos terminar o ano de 2022 com mais um álbum ilustre, estamos falando de nada mais e nada menos que Neil Young e claro o seu álbum (disco) – Homegrown que deveria ter sido lançado em 1975, mas não aconteceu, vamos explicar sobre daqui a pouco.

Nos últimos meses dediquei a ouvir cantores e músicos em discos solos para ver a qualidade e a experiência deles, confesso que foi decepcionante e até cansativo demais, a qualidade dos discos é excelente, o estilo é excelente, mas as letras sempre para baixo, desanimadas e até tristes.
Ouvimos a sequência de Billy Gibbons e o disco – Big Bad Blues, depois Eric Clapton – I Stil do, por último Robert Plant em “Carry Fire” e confesso que bateu um certo desanimo ao fechar esse ano que Neil Young e o seu disco Homegrown, talvez este último disco foi mais duro e cansativo de ouvir, pois fala da vida amorosa de Young em uma fase complicada dos anos 70.

No ano de 1975 um momento entre o disco – On the Beach (1974) e o icônico – Harvest (1972) deveria vir a público o disco “Homegrown” que conta com uma excepcional banda como Levon Helm, Ben Keith, Karl T. Himmel, Tim Drummond, Stan Szelest e Robbie Robertson com participação especial de Emmylou Harris.

O disco foi inspirado em uma trágica e complicada relação de Neil Young junto com a atriz Carrie Snodgress e ele explica a dificuldade sofrida na época, os problemas amorosos, sua tristeza e a dor sentida no coração, ele também disse que o disco foi guardado, escondido dele mesmo para que não pudesse machucá-lo e a pouco tempo vem a público.

História bastante complicada, mas finalmente superada pelo homem, nas impressões do disco vamos começando com a canção que abre o álbum – “Separate Ways” uma canção do blues, bastante rústica e que denota certa tristeza, ainda é possível ouvir uma gaita quase afogando nas lágrimas, no entanto, uma bela canção, a segunda faixa – “Try” – trás consigo um backing vocal feminino e um ritmo bastante lento e convencional, uma canção mais otimista, com algumas citações da ex-sogra.
A terceira canção de quase 2 minutos – “México” se inicia com talvez uma experiência pessoal do cantor e uma canção bem feita, apesar de curta, com sons de piano que ficaram de boa qualidade.

A quarta canção me animou um pouco, por ouvir aquele som característico da gaita – “Love Is A Rose”, essa canção bem limpa, com sons acústicos e um arranjo bem-feito, me fez lembrar do velho oeste ou algo do interior dos EUA, música para ser tocada em algum filme, gostei é uma das minhas preferidas, em segundo lugar a canção que é faixa-título do disco “Homegrown” este sim para ser lembrada em algum show de country e provavelmente dentro de algum trem interiorano da América.

Duas canções a seguir no disco, recebem o nome de algum estado americano, a primeira delas – “Flórida” que na verdade parece mais um bate papo sinistro do que na realidade uma canção, parece alguma cena de algum filme, estranho confesso, “Kansas” já parecia uma canção mais centrada e limpa, segundo algumas informações contidas nos principais canais de comunicação, teria sido uma canção para fantasiar um novo amor de Young, o que seria uma forma de superar o amor passado e os problemas antigos.

A solidão e a tristeza do blues, ofereceram uma canção mais obscura como a esquisita “We Do Not Smoke It No More”, na sequência outra canção que não perde sua qualidade como “White Line” com bons acordes e som de gaita.
Agora já nas faixas – “Vacancy” essa eu tocaria sem dúvida, é uma das minhas escolhas para tocar na setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras.

Unicamente pela super qualidade da música, um som de maior performance e bem feito, tecnicamente superaria a minha escolha para “Love Is a Rose” que também é uma canção para ser tocada, mas não na mesma força para rádio que esta canção que elegi para playlist musical do Programa Garimpo, que presumo que você leitor deve ouvir com toda a sua categoria. Um programa misto de músicas que vale a pena você ouvir.

Para fechar o disco duas últimas canções bacanas de ouvir com excelente qualidade – “Little Wing” e “Star Of Bethlehen” esta última com backing vocal feminino, acordes simples, a gaita que não pode faltar e um estilo até romanesco, mas com excelente melodia, inacreditável.
O disco começou bastante triste e no final se tornou até divertido e engraçado pelas letras e as brincadeiras inseridas por Young.
Recomendo ter ouvidos para ouvir e se deliciar com mais esse quitute musical, feliz natal e próspero ano novo, a gente se vê ano que vem.

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Essas são as minhas ligeiras impressões para esse grande disco do Neil Young, vamos ver alguns dos clipes logo abaixo na publicação.

Vamos ao clipe:

Acesse os canais de mídia: Instagram: @neilyoungarchives

*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).