Coluna de Rafael Oliveira: The Cult mantém suas raízes com o disco Under Midnight Sun
Meus amigos mais uma vez o garimpeiro na área e hoje para trazer as boas impressões sobre uma das bandas que tenho praticamente todos os discos de estúdio e uma das que mais gosto, estou falando de banda The Cult e hoje vamos resenhar sobre Under Midnight Sun na ponta da agulha. É Pau no Gato.
Banda The Cult formada nos anos 80, dispensa comentários e história para um legado interessante e de grande valor para o rock, o pós-punk e também a cultura gótica, material exclusivo de alta performance como sempre, seus discos são excepcionais.
O álbum Under Midnight Sun sucede depois de 6 longos anos o disco Hidden City de 2016, disco inclusive produzido por Tom Dalgety (Pixies, Ghost, Royal Blood).
Segundo o portal Roadie Crew:
[…] “O vocalista Ian Astbury (que estava na Finlândia) se viu deleitando-se com o momento surreal – quase oculto – do “sol da meia-noite”, trecho de verão onde o sol não se põe ao norte do Círculo Polar Ártico. “São três da manhã, o sol está nascendo e há todas essas pessoas bonitas neste momento tranquilo”, lembra Astbury. “As pessoas estão deitadas na grama, beijando, bebendo, fumando… Havia fileiras de flores na frente do palco das apresentações daquela noite. Foi um momento incrível”. Enquanto revisava imagens de arquivo da performance, Astbury encontrou um novo misticismo naquele momento e o mesclou no próximo álbum, Under the Midnight Sun.
Voltando a 2020, o The Cult estava em um ciclo contínuo de lançamentos de álbuns, turnês e gravações, à medida que o mundo se fechava e todos foram forçados a redefinir a forma como abordavam a vida e o trabalho. “Quando o mundo parou, tive esse momento de escrever em tempo real, de calcular”, diz Astbury. Quando o bloqueio foi suspenso e o grupo pôde se reunir para gravar, eles se uniram a Dalgety. “Fui compelido por esta visão, esta anomalia, esta memória de estar sob o sol da meia-noite. Tom nos ajudou a trazer uma nova forma e frequência musical ao nosso processo”.
Ainda na publicação do Portal Roadie Crew podemos notar alguns pontos interessantes do novo disco, acompanhe:
[…] “Como o The Cult agora está voltando a se apresentar ao vivo e compartilhando Under the Midnight Sun, Astbury espera que o disco se conecte a algo profundo e subconsciente em seus ouvintes – algo que ele encontrou dentro de si mesmo quando teve o momento de procurá-lo. “No centro de tudo, a música contém a frequência vibracional de como nos comunicávamos antes mesmo de podermos falar”, diz ele. “Cantos de pássaros, chamados de animais, teoria das cordas, física quântica, psicodélicos. O disco, em última análise, é sobre encontrar e unir a beleza naqueles momentos estranhamente naturais”.
Começamos o disco com a primeira faixa de abertura – “The Mirror” e ela se inicia em um tom bastante desavisado, limpo, com guitarras bem leves e acordes contidos, como se estivéssemos em uma “vibe” prosaica.
A segunda faixa “A Cut Inside” faz lembrar a banda em seu início mais raiz nos primeiros minutos da música, depois entra em um movimento com a mudança para um estilo próximo do hard rock.
As duas faixas seguintes: Vendetta X e Give Me Mercy ambos ganham clipes icônicos que fazem lembra da banda em discos clássicos dos anos 80, bom já disse isso, a sobriedade, o oculto, o místico estão presentes em ambas as canções.
A quinta faixa “Outer Heaven” esse me chamou mais atenção pelo ritmo característico da banda e pela combinação de elementos clássicos na sonoridade inclusive vou tornar essa canção parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras.
As faixas seguintes não possuem grande variação como as músicas que seguem para a segunda parte do disco: “Knife Through” é uma música complexa e supera marca dos 6 minutos e “Impermancence”.
Finalizamos então com a faixa título do disco – “Under The Midnight” música boa de ouvir.
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