Coluna de Rafael Oliveira: Uriah Heep – banda cinquentona e seu último disco

Uma das bandas mais tradicionais do “Hard Rock” e também uma das mais longevas da história, muitos integrantes da primeira formação não estão mais na banda, apenas o guitarrista Mick Box, o lendário de todos os tempos, eu particularmente adoro essa banda e vejo o quanto ela se parece em estilo com o “Deep Purple”, claro que sem o potencial marcante dos “Purples”.

Este disco que vamos falar hoje, se tornou o 25° álbum de estúdio da banda inglesa e já aclamado pela crítica e pelo público se chama: “Living The Dream”, gostaria de resenhar com você a respeito dessa pérola do rock, muitos inclusive me disseram que faltou um som clássico nas minhas últimas impressões e digo e repito que os anos anteriores me dediquei fortemente aos estilos e bandas mais novas na cena do rock, mas de certa forma trouxemos discos importantes do Deep Purple, Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Motorhead e Whitesnake entre outros.

Já iniciamos o primeiro trimestre de 2022 com esse clássico som do Uriah Heep, vamos as impressões!

O disco “Living The Dream” já se inicia com a faixa “Grazed By Heaven” um som potente da banda, quando vi o clipe eu confesso que sai de mim mesmo pela qualidade espetacular dessa música, uma das melhores da banda e uma das melhores dessa geração, os envolventes teclados de Lanzo, os rifes de guitarra de Mick Box, a voz melódica e firme Bernie Shaw, um complexo som que mistura elementos do rock progressivo, hard rock e heavy metal. [ESPETACULAR]

Na sequência não a música que é faixa título do disco “Living The Dream” – um som característico do estilo da banda, sem muitas novidades, apesar da mudança dos integrantes, ainda são fiéis ao estilo, os teclados ganham enorme notoriedade em toda a faixa do disco, fazendo uma contraposição com os solos de guitarra que é possível ser notado nos primeiros 2 minutos e 37 segundos da canção, um som com excelentes arranjos e combinações equilibradas de potência, progressividades e melodia ditando o ritmo da canção.

As faixas seguintes como “Take Away My Soul”, “Knocking At My Door”, nada muito interessantes para estas faixas, o que me chamou um pouco mais atenção foi a qualidade excepcional das guitarras em trechos solos e principalmente a progressividade sonora das canções que se assemelham e muito com as bandas mais novas, a presença desses elementos é bastante marcante. Essas duas canções o público não deve ouvi-las com “mais do mesmo” onde a banda já mantém consolidado o seu som.

Agora para as canções a seguir: “Rocks In The Road” é premiada como a faixa de semi balada do disco, claro acompanhada da verdadeira balada “Waters Flowin” aparenta ser uma mudança dos sons mais potentes para sons mais melódicos do disco e mantendo sempre a mesma progressividade. Os teclados ganham toda a força, uma combinação de “fantasia e magia” com “sons característicos do órgão da Igreja” dando um certo “mistério” a canção.
Outra canção do repertório da banda e se faz presente nesse disco é a conhecida “Falling Under Your Spell” que na voz do atual vocalista, sinalize a perfeição absoluta.

Uriah Heep está como vinho, cada vez fica melhor com a idade! Incrível, tem que ouvir a qualidade é sensacional, dando muito banho em bandas mais novas.

Vamos ao Disco:

Acesse os canais de mídia – Instagram: @uriahheepofficial

*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).